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Como trabalhar melhor no Mundo Digital?

“Os dias mais importantes da sua vida são dois: aquele em que você nasceu e quando descobre o porquê.”

Mark Twain

Temos hoje uma crise conjuntural e estrutural no Ambiente Profissional.

As mídias que foram concentradas nas últimas décadas – por falta de outras mais descentralizadas – criou um Ambiente Organizacional, no qual organizações e profissionais foram se distanciando dos clientes.

Por falta de possibilidade de interação, os produtos e serviços foram sendo oferecidos e os clientes aceitavam, pois não tinham muitas alternativas.

Organizações foram criadas e foram se verticalizando nos últimos dois séculos.

Criamos um determinado modelo de reintermediação entre os profissionais e os clientes com as mídias que tínhamos disponíveis.

Ambiente Midiático define o Ambiente de Sobrevivência (Administrativo) e isso, infelizmente, não é o Senso Comum entre os Conceituadores Sociais.

Profissionais foram educados e se acostumaram a ser reintermediados por organizações, que praticam a Gestão.

Gestão é o Modelo Administrativo que foi criado pelas mídias disponíveis no Ambiente Pré-Digital, no qual o papel dos clientes é muito mais passivo do que agora no Pós-Digital.

O aumento radical da Intermediação Organizacional foi necessária como uma forma de poder lidar com o aumento da Complexidade Demográfica dos últimos dois séculos.

Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por novas mídias mais sofisticadas.

Senza Pagare: O Mito da Superpopulação e a Nova Moralidade
Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por modelos administrativos mais participativos.

Participação Progressiva é a única forma que o Sapiens tem para lidar melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Porém, a chegada de uma nova mídia (a Internet), como é recorrente na história, criou a Tecnopossibilidade de se poder experimentar novas formas de Intermediação Administrativa mais participativas.

Há hoje em curso um processo de Reintermediação Organizacional, na qual o profissional lida mais diretamente com o cliente.

Há uma queda na taxa de reintermediação, pois ela passa a ser feita com outro DNA Administrativo, a partir das novas Tecnopossibilidades Midiáticas:

  • Os profissionais atuais foram formados e se acostumaram a ter emprego nas Organizações Tradicionais Pré-Digitais, que praticam a Gestão;
  • Os profissionais do futuro tenderão mais e mais a ter trabalho nas Organizações Inovadoras Pós-Digitais, que praticam a Curadoria.

Teremos como forte tendência a passagem do atual trabalho em Organizações Tradicionais para um formado por Plataformas e Ecossistemas Digitais, no qual os clientes terão muito mais controle sobre a qualidade do trabalho dos profissionais.

  • Profissional Pré-Digital se acostumou a ter uma Organização Tradicional, que pratica a Gestão, entre ele e o seu cliente;
  • Profissional Pós-Digital terá que se acostumar a ter uma Organização Inovadora, que pratica a Curadoria, entre ele e o seu cliente.

Havia uma Intermediação Organizacional, que está sendo gradualmente Reintermediada por Plataformas e Ecossistemas Digitais.

Percebe-se claramente no Mundo Digital o aumento do trabalho autônomo na Curadoria e a gradual redução dos empregos na Gestão.

Assim, temos um tipo de preparação para um Mercado de Trabalho Intermediado por Organizações Tradicionais (Analógicas – Pré-Digitais) para outro Pós-Digital já intermediado por Plataformas Digitais (Uberização) e a seguir, num futuro próximo, cada vez mais, por Ecossistemas Digitais (Blockchenização).

Os desafios para os Profissionais Digitais são os seguintes, pela ordem:

  • aprender a lidar com um radical aumento da Taxa de Competitividade, em um mercado muito mais disputado do que antes;
  • reaprender o tempo todo com uma maior Taxa de Flexibilidade, pois as alterações dos Ambientes de Consumo são muito mais rápidas, movidas por tecnologias com códigos digitais embutidos, que se alteram praticamente todos os dias;
  • lidar com uma autonomia muito maior, sendo a sua própria carreira um modelo de Startup;
  • aprender a se relacionar com um Cliente Digital muito mais maduro e exigente, que tem uma capacidade informacional exponencialmente maior do que a atual;
  • aceitar e aprender a operar do Emprego na Gestão para o Trabalho na Curadoria.

Tal cenário exige um aumento radical de responsabilização e personalização das atividades, não tendo mais alguém tutorando as suas atividades como é hoje em dia.

Profissional Pós-Digital precisa conviver com uma Taxa de Autonomia muito maior.

É preciso aceitar as Mudanças Exógenas (de fora para dentro) aquelas em que o profissional não pode alterar, pois é do próprio Ambiente Profissional e promover as Mudanças Endógenas (de dentro para fora), sobre as quais ele têm controle.

No ambiente (Exógenas):

  • Do emprego para o trabalho;
  • Da supervisão do gerente para maior autonomia;
  • Previsibilidade maior para menor;
  • De menos para mais competitividade;
  • Menos barreiras de tempo e lugar.

Nas mudanças que ele tem que promover (Endógenas):

  • De menos para mais autonomia;
  • De menos para mais responsabilidade;
  • De menos para mais flexibilidade;
  • De mais operacional para mais analítico;
  • De menos propósito para mais propósito.

As mudanças para o Mundo Digital exigem que o Profissional Digital seja muito mais maduro do que foram os Pré-Digitais.

Profissional Digital precisa aprender a se relacionar mais DIRETAMENTE com os clientes e a enxergar a sua carreira como se fosse uma startup.

Profissional Digital terá uma demanda cada vez maior de personalização, flexibilidade, motivação e reaprendizado constante.

Assim, é preciso mais e mais ter consciência das escolhas que faz ao longo do tempo.

O Profissional Pós-Digital terá que ter a capacidade de pensar sobre como pensamos será cada vez maior, pois as escolhas serão cada vez mais complexas.

No Mundo Digital, a excelência profissional passa não por saber fazer, mas, principalmente, saber pensar no que está fazendo para poder ir se reinventando!

Cada profissional no Mundo Digital, igual aos motoristas do Uber, precisará saber cuidar sozinho do seu próprio “carro”. E isso vai exigir o seguinte roteiro:

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter muito mais autonomia para fazer as suas escolhas diante do Desconforto Motivador da sua carreira.

Desconforto Motivador é a atividade que o profissional gosta de exercer, que visa minimizar o desconforto de um cliente, através de Soluções Progressivas.

Como o Profissional Digital, terá que se motivar, de forma permanente e progressiva,  para atender bem os clientes, de forma muito mais direta, terá que fazer o alinhamento entre o seu Potencial Primário com o Desconforto Motivador.

O Potencial Primário é o conjunto de habilidades que um profissional tem mais facilidade de realizar, o que acaba lhe dando prazer e motivando-o mais e mais ao longo da sua carreira.

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter como foco não mais trabalhar para ganhar dinheiro, mas ganhar dinheiro para trabalhar.

Neste processo é preciso, além do desenvolvimento de uma Narrativa Profissional, algo que não era tão fundamental no passado, a adoção do que podemos chamar de Rotina Criativa.

A Rotina Criativa é uma atividade constante e progressiva, na qual se modifica formas de pensar e agir no curto, médio e longo prazo, a partir dos resultados atingidos.

A mentalidade de um Profissional Digital de Excelência terá que ser a igual a de um programador de software, procurando “bugs” o tempo todo.

É fundamental para o Profissional Digital de Excelência ter foco.

Deixar de acreditar que é um profissional ou um setor e entender que é um profissional que serve para minimizar o desconforto de um determinado cliente.

Quanto mais o Profissional Digital de Excelência estiver próximo de seus clientes, mais ele gerará valor e vice-versa.

Profissional Digital de Excelência precisa entender que os clientes digitais são muito mais exigentes do que no passado e é preciso uma atualização constante.

Isso implica estar apaixonado por minimizar o desconforto do cliente.

Fazer da sua atividade profissional uma missão de vida – sem isso não terá a capacidade de estar com a Taxa de Motivação que o novo ambiente exige.

Is Rock Climbing Bad for Cliffs? | Sierra Club
O desconforto do cliente é o seu guia para que possa aprender com as experiências e criar uma forma melhor de absorver os diferentes conteúdos.

É isso, que dizes?

Carlos Nepomuceno

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5 empresas que pivotaram para se tornarem um sucesso

Uma das maiores lições que as startups trazem ao mercado é: mudar no meio do caminho não é um fracasso.

Em alguns momentos, pode ser exatamente o necessário para prosperar. Não por acaso, o ecossistema possui até uma palavra própria para isso: pivotar, que significa mudar completamente a direção ou o propósito de uma empresa. Ao longo dos anos, diversas companhias passaram por mudanças pra alcançarem o sucesso que vemos hoje.

Eric Ries, autor de The Lean Startup, define a pivotagem como “uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, a estratégia e o mecanismo de crescimento”.

Geralmente quando você está construindo um produto, e está na fase inicial, você tende a usar uma tecnologia que vai entregar mais rápido os resultados, e isso irá validar essa idéia. Entretanto, na maioria das vezes, o potencial de escala dela não será muito bom.

Por isso, separamos 5 grandes empresas que pivotaram no meio do caminho:

1. Nike

Bill Bowerman e Phil Knight em Oregon, testando seus calçados de corrida.

A Nike foi criada em 1964 como “Blue Ribbon Sports”, por Bill Bowerman e Philp Knight. A companhia distribuía sapatos da companhia japonesa Onitsuka Tiger. A transformação para a Nike que conhecemos, que cria e fabrica os próprios modelos, veio apenas em 1971.

Relembrando os primórdios, a Nike lançou uma loja da Blue Ribbon Sports em 2019, especializando a marca em corridas. A empresa também lançou coleções temáticas utilizando seu nome e logo anteriores.

2. Amazon

Jeff Bezos no início da Amazon.

Criada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon nasceu como um e-commerce de livros. No entanto, a empresa saiu do mercado editorial e foi além, tornando-se a varejista “de tudo”. A transformação é digna de uma “pivotada”, pois as decisões mudaram completamente o destino da empresa.

Atualmente, a Amazon está presente no setor de jogos, alimentação, eletrônicos, logística, computação em nuvem, entre outros.

3. YouTube

Com 19 segundos de duração, “me at the zoo” foi o primeiro vídeo do YouTube, em 2005.

O YouTube nasceu em 2005, quando os ex-funcionários do PayPal Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim se uniram. O objetivo era de criar uma plataforma de encontros através de vídeos.

O apelo inicial não teve muitos adeptos, o que fez com que os fundadores permitissem o upload de vídeos de qualquer tema. Atualmente, o YouTube é a maior plataforma de vídeos da internet.

4. Sambatech

Sede da Sambatech

Criada em 2004, a Sambatech distribuía jogos de celular em toda a América Latina. Cinco anos depois, após diversas mudanças no setor de telefonia, a empresa pivotou para se tornar uma plataforma de distribuição de vídeos online, com foco em ensino à distância.

5. Instagram

Sede do Instagram em Nova York.

O Instagram foi criado em 2010 pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger. Naquela época, não haviam as “selfies”, pois fugiam completamente do propósito da plataforma. A empresa unia fotografias de estabelecimentos (restaurantes, por exemplo) com a geolocalização, funcionando de forma semelhante ao Foursquare.

Com o tempo, e principalmente após a aquisição do Facebook, o Instagram tomou o rumo de fotografias em geral.

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Não confunda criação com inovação

“Inovar é criar algo novo para o sistema. Ser criativo é pensar um novo sistema.

Luc de Brabandere

No livro, “O Lado Oculto das Mudanças” – que sugiro que você leia – Brabandere fala de dois tipos de mudança: a inovadora e a criativa.

A mudança inovadora (tipo 1) é uma mudança de um componente dentro do sistema com os mesmos paradigmas. A criativa (tipo 2) do próprio sistema com novos.

Podemos entender que Brabandere chama a inovação de incremental ou radical. E a criação é dedicada à disrupção, com a criação de novo sistema.

Podemos ainda interpretar que a mudança incremental ou radical se limitam a questionar aspectos operacionais e a disrupção teóricos e filosóficos.

Ao falar , assim, tanto em inovar ou criar – precisamos da FILOSOFIA DA MUDANÇA: área que se dedica a estudar os aspectos mais profundos e abstratos das necessárias alterações de paradigmas, valores e hábitos em nossas vidas.

A Filosofia da Mudança é uma subárea filosófica da área Ética/Epistemológica, que pretende ajudar o sapiens a responder: o que é mais verdade para ter uma vida mais significativa e feliz? 

Diversos autores procuram nos ajudar a entender como podemos nos adaptar às mudanças e isso se inicia por compreender o tamanho e a origem de que tipo de alteração estamos falando.

Temos dentro da Filosofia da Mudança duas áreas:

  • a primeira (origem da mudança) – se inicia de dentro para fora (endógena) ou de fora para dentro (exógena)?;
  • a segunda (qual é a demanda adaptativa) – operacional/metodológica (incremental ou radical) ou teórica filosófica (disruptiva).
os dois tipos de mudança
Os dois tipos de mudanças

O importante perceber é:

  • As mudanças inovadoras – no conceito de Brabandere –  são alterações em um sistema, que se mantém com os mesmos paradigmas. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação incremental ou radical;
  • As mudanças criativas – no conceito de Brabandere –  são criações de um novo sistema, que demanda a obtenção de novos valores, paradigmas e hábitos. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação disruptiva.

As Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) são exemplos de Mudanças Criativas, que têm novos valores, paradigmas e hábitos. São um novo sistema.

Para entender as Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) e se adaptar a elas é preciso adotar novos paradigmas (adaptação criativa) para que se possa criar ações inovadoras (adaptação inovadora) –  a partir delas.

É isso, que dizes?

Por: Carlos Nepomuceno

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Por que as Big Techs crescem tanto?

Você conhece o conceito de Big Techs? Resumidamente, elas são as maiores empresas de tecnologia do mundo e todas elas estão listadas na bolsa de valores americana, e apresentam faturamento astronômico. Alguns exemplos bem ilustrativos são a Microsoft, Netflix, Alibaba, Apple, Amazon, Facebook, entre outras.

No segundo trimestre de 2020, as Big Techs divulgaram seus resultados e todas conseguiram superar suas metas, apresentando um crescimento contrário às economias globais em tempos de pandemia, onde a maioria de seus produtos e serviços foram alavancados por conta das plataformas digitais.

A Amazon é um dos exemplos de empresas que tiveram seu crescimento em torno de 40% no trimestre, destacando-se no mercado global. Os principais fatores que impulsionaram a empresa nos últimos meses foram desde o seu marketplace, que dobrou a lucratividade, até o aumento de assinantes do serviço Amazon Prime, mostrando de fato que quanto mais digitalizado for o consumidor, melhor.

No primeiro trimestre de 2020, o Facebook obteve uma receita de US$ 17,74 bilhões

Afinal, por que elas crescem tanto?

Apesar de haver diversos motivos e causas para o crescimento exponencial das Big Techs, precisamos pensar no que elas nos oferecem. Todas elas oferecem serviços que antes não eram democratizados, além dos valores super competitivos. Um dos exemplos é o Google que dentro de seus sistema oferece o Gmail com diversas features, que vão desde o Meet, até o Planilhas, Apresentações, Drives, etc.

Basicamente, o sucesso proveniente dessas empresas vem de muita visão do empreendedor em identificar essas dores do mercado e resolvê-las. A questão é que a maioria dos CEO’s e fundadores das Big Techs não foram os first mover do mercado. Antes de existir o Google, existiram outras ferramentas de busca, antes do Facebook, existiam outras redes sociais, antes da Amazon, existiam outros marketplaces. O ponto principal é que essas empresas conseguiram se diferenciar em um mercado de concorrência muito acirrada, mas mesmo assim se diferenciam e se tornaram extremamente competitivas.

A Amazon tem valor de mercado de US$ 1,5 trilhão e faturou no primeiro trimestre de 2020 US$ 75,5 bilhões

O benefício do erro

Normalmente, em ambientes inovadores como os de startups, onde a “cultura do erro” faz parte do processo de crescimento, é muito comum que a evolução ocorre de forma rápida e que o produto final seja modificado várias vezes. Em ambientes onde o erro é bem visto e complementa o processo de crescimento, equipes e colaboradores se sentem muito mais livres em se expressar e aprender com cada experiência. E é assim com as Big Techs.

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Empreendedorismo 3.0: inovar para servir!

Inovar (verbo transitivo) – introduzir novidade em; fazer algo como não era feito antes, tornar novo; renovar, restaurar.

Muito se fala em inovação como um verbo intransitivo que não pede complemento.

“Estou inovando” passa a ser verbo intransitivo.

Navegando por navegar, ou cantando por cantar. Diferente de navegar para levar banana para Paquetá ou cantar para participar do concurso da escola.

Verbos intransitivos não demandam complemento.

Inovar é preciso, mas por que? para onde?

É preciso complementar o motivo, pois ninguém muda sem uma razão. Ou não deveria, principalmente organizações produtivas que vivem dos clientes.

Transitivo: é o verbo considerado de sentido incompleto, que exige complemento que lhe integre o sentido.

É preciso inovar para tornar os clientes mais fiéis – simples assim – sair da inovação pela inovação para a inovação com foco.

Se gera valor para o cliente receber valor de volta e continuar gerando valor para receber valor, num processo contínuo.

Assim, podemos atrelar o verbo inovar ao de se manter sustentável economicamente – ou em outras palavras – competitivo – diante dos outros para obter e manter clientes.

Podemos dizer que temos duas formas, hoje, de pensar inovação:

  • A inovação para o próprio umbigo (intransitiva e antipática) – que é a inovação pela inovação para dizer que está inovando ou para atender a demanda daqueles que querem se motivar dentro da organização, o que ocorre também na maioria das pesquisas acadêmicas;
  • A inovação em direção à competitividade (transitiva e empática) – que é a inovação para manter antigos e ganhar novos clientes – é a inovação para servir ao outro.

Na primeira, podemos dizer que temos a inovação não-empática ou antipática, voltada apenas para os desejos internos.

Inovação sem foco competitivo, intransitiva.

Antipatia, o contrário: desprovido de afinidade ou interesse pelo outro. 

A Inovação Empática é aquela que vai na direção ao cliente, transitiva, na linha de todo o movimento empreendedor de ponta, vide Startup Enxuta, de Eric Ries.

Podemos dizer que a Inovação Empática é voltada para o cliente amigo e não para o umbigo.

Empatia – Faculdade de compreender emocionalmente o outro

O problema do mercado hoje é que as organizações (e os profissionais) vem com a mentalidade pré-digital, em que era mais possível controlar o mercado, que era muito mais verticalizado do que hoje.

Não se acostumaram ainda ao novo ambiente no qual o cliente tem mais poder – e é preciso passar do intransitivo ao transitivo e da antipatia para a empatia.

Os projetos de inovação, que estão funcionando, vão na direção Inovação Empática e Transitiva.

Quando se fala, assim, em inovar, deve se pensar em algo novo para melhorar a vida do cliente, que está insatisfeito com os limites tecnoculturais anteriores.

O cliente quer sair dos limites que tinha antes e espera as organizações empáticas e transitivas que os tire de lá!!!

O primeiro desafio do Empreendedor 3.0, com essa mentalidade, é justamente superar o bloqueio psicológico de décadas que guiou a maior parte das organizações de muito mais se servir do cliente do que servi-lo.

Num ambiente mais aberto, transparente, competitivo o cliente tem muito mais poder de escolha e é nessa capacidade de passar da antipatia e da intransitividade para empatia e transitividade que está o desafio.

Ainda mais quando os jovens – cada vez mais – demandam além da digitalização intensa, mais e mais uberização, o que exige uma Inovação Empática pra lá de Disruptiva.

É isso, que dizes?

*Texto escrito por Carlos Nepomuceno

Aproveite a promoção de final de ano. Entre na escola agora, pegue ainda o final da quarta imersão e fique conosco até o final de junho de 2021:

https://p.eduzz.com/377798?a=56838492

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Você sabe o que é o Marco Legal das Startups?

O Brasil sempre foi conhecido por seus aspectos burocráticos que torneiam as políticas públicas de todos os Estados. Segundo diversos especialistas, esse é um dos fatores que nos deixam menos competitivos em termos de inovação, se comparado a outros países. 

Por isso, nos últimos anos, diversos temas pautados em inovação e empreendedorismo vem sendo assunto em diferentes governos e lideranças. Porém, um em específico ganhou notoriedade e, atualmente, é o principal projeto de lei (PL) envolvendo startups do Congresso Nacional, nomeado de Marco Legal das Startups.

O início se deu na consulta pública realizada no ano passado, em um processo que permitiu que diversos atores do ecossistema das startups fossem ouvidos, somando às disposições no Projeto de Lei Complementar 146/19 (PLP 146), que tramita na Câmara dos Deputados.

O Marco Legal busca, de acordo com a pasta, simplificar a criação de empresas inovadoras, estimular o investimento em inovação, fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, além de facilitar a contratação de soluções inovadoras pelo Estado, aumentando a competitividade das startups.

Ministérios discutem proposta de Marco Legal para Startups (Foto: Bruno Peres)

DESAFIOS

No entanto, como a maioria dos projetos, existem alguns desafios que devem ser superados para que o projeto seja aceito. O primeiro é definir o que seria uma startup, adotar um conceito mais abrangente aumentaria o número de beneficiados que, apesar de ser positivo, acarretaria num custo maior, que poderia inviabilizar o projeto. Já uma definição muito restrita poderia conceder vantagens mais significativas às startups, mas limitaria o alcance.

Trata-se, portanto, de uma questão de política pública. Diferentemente do PLP 146, o projeto do governo não inclui o alto grau de escalabilidade dos produtos e serviços como elemento definidor. No entanto, ambos ressaltam que, por não existir uma definição clara de startup, é necessário que essas empresas sejam inovadoras. Não será considerada startup a empresa com faturamento bruto anual superior a R$ 16 milhões ou que esteja registrada no CNPJ há mais de seis anos.

Startups são constantemente consultadas durante a proposta do Marco Legal ( Foto: Estadão)

EMPREENDEDORISMO

Quanto a medida destinada a melhorar o ambiente de negócios para startups, estas estão voltadas a dois objetivos principais: simplificar a vida do empreendedor e propiciar maior segurança jurídica aos investidores.

Outro impulso aos investidores em startups, previsto tanto no projeto do governo quanto no PLP 146, é a tentativa de se impedir que os investidores sejam atingidos pela desconsideração da personalidade jurídica das startups investidas, excluindo sua responsabilidade em arcar com as dívidas daquelas.

“O objetivo é simplificado a vida do empreendedor e propiciar maior segurança jurídica aos investidores”

Valor

Acredita-se que, ao investir em uma startup, aposta-se que, por natureza, já é de alto risco. Assim, essa proteção deve aumentar o apetite por esse tipo de investimento. 

A consolidação da prática de opção de compra de ações é positiva, uma vez qye estas consistem em importantes mecanismos de atração e retenção de talentos, especialmente no caso das startups, que quase sempre precisam de mão de obra altamente qualificada e possuem poucos recursos para remunerar bem seus colaboradores.

Por fim, pretende-se viabilizar a participação de startups nos processos de compras governamentais. Hoje, o processo de exigências formais nas concorrências públicas dificulta essa contratação. Para contornar isso, o PLP 146 já estabelecia um tratamento especial para startups em licitações, sendo-lhes assegurada preferência em igualdade de condições.

OS PRÓXIMOS PASSOS

Agora o texto será encaminhado para a Câmara dos Deputados, para revisão e aprovação. Com tudo aprovado, o PL passará para o Senado e depois retorna para a Câmara para aprovação final e envio da homologação.

Fonte: Abstartup e Valor

Confira a Live promovida pela equipe Abstartup, que fala um pouco mais sobre o Marco Legal das Startups

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O que é MVP? Para o que ele serve?

Abrir uma empresa, além de complexo e trabalhoso, é um grande salto que pode mudar a carreira e o futuro de um empreendedor. Dentre todos os passos que envolvem o desenvolvimento de um negócio, existem alguns estudos que trabalham justamente em evitar erros técnicos, sejam eles no produto ou serviço que se pretende comercializar, conhecidos como MVP.

Para entendermos melhor o que é MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável), precisamos contextualizá-lo, afinal, a construção de um MVP pode ser confusa. 

Além de fundamental para transformar uma ideia em empresa de maneira certeira, o MVP leva seus fundadores para o caminho certo conforme recebe o feedback dos clientes, que muitas vezes concedem informações baseadas em sua opinião e reação.

Exemplo de MVP correto

Sobre o MVP

O conceito de MVP nasceu da mentalidade Lean, mais precisamente por Eric Ries, um empreendedor do Vale do Silício. 

“Nós temos uma chance, vamos acertar construindo o produto mais perfeito possível”

Eric Ries

De maneira geral, o MVP serve para medir a viabilidade de um negócio. São feitos testes com o público e, ao receber o feedback, são feitas alterações no desenvolvimento da empresa. O produto mínimo viável nada mais é uma versão simplificada do produto ou serviço fornecido, de uma maneira que possam ser feitos testes de mercado.

A necessidade de ser viável se deve ao fato de que é necessário testes de aceitação do cliente. Essa medida serve para o aprendizado rápido do que fazer para que uma ideia se transforme em realidade. Com esse retorno são aplicadas melhorias no desenvolvimento da ideia inicial do empreendedor, até que se obtenha uma versão ideal do projeto da empresa.

Por que utilizar?

O MPV vai se atualizando conforme as respostas dos clientes. Ele se modifica e se transforma a cada análise. É um ciclo sem fim, o produto é testado, com a opinião dos testadores ele se transforma e vai de novo para testes.

Recomenda-se o uso do Produto Mínimo Viável para economizar tempo no desenvolvimento do produto. A não utilizar o MVP, as empresas podem acabar gastando horas desenvolvendo algo que não irá agradar o cliente. Além disso, seu custo operacional é extremamente baixo comparado com outros métodos, por isso, além de economizar dinheiro, fica fácil atender o potencial cliente.

Por isso, o MVP é necessário para economizar dinheiro tentando descobrir se uma ideia vai atender a necessidade e resolver o problema do público. Ele deve representar o que a empresa deseja, alinhando as expectativas com a realidade.

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O que é e como validar uma ideia de negócio

Uma das etapas mais importantes de um negócio é a “validação do problema”. Esse termo é exaustivamente usado entre empreendedores, livros e eventos relacionados à startups, isso acontece porque saber validar uma ideia é um dos pontos críticos para o sucesso de um negócio.

De forma simples, validar um negócio, ou problema, é o ato de testar uma ideia, negócio ou hipótese. O objetivo deve ser o aprendizado em relação à sua hipótese inicial. A validação do problema é uma etapa super importante na construção de uma startup, pois permite entender a forma como as pessoas que pretendemos ter como futuros clientes enxergam a urgência daquela situação e inclusive se é possível e viável, solucioná-la.

Os passos iniciais consistem em:

  • Ter uma ideia: um negócio, produto, melhoria de algo existente, um problema, etc…
  • Definir as variáveis: quem é o público? onde vamos testar? quando vamos testar?
  • Definir o experimento: fazer roteiros de entrevistas, reunir contatos.
  • Realizar o teste: pode ser um MVP, pode ser uma entrevista, etc.
  • Analisar o aprendizado: quais foram os resultados? o que eles nos dizem?
Etapa inicial da validação do problema

A validação é uma das primeiras coisas que você deve ter em mente quando começa uma startup pois, na maioria das vezes, é o principal motivo de falência entre as startups. Por isso, foram criadas diversas formas de ajudar empreendedores neste processo delicado, porém, deve-se sempre levar em conta algumas questões como: definir um segmento que você deseja atender; estabeleça o que será validado; defina o método de validar; análise os resultados.

No entanto, há uma verdade universal que define e engloba todo esse conceito que é:

O cliente é seu chefe!

A primeira coisa que você deve descobrir é se o seu cliente acredita que o que você está construindo resolve o problema dele. E para resolver isso, deve-se fazer uma entrevista, pois esta é a melhor forma de entender o perfil do seu cliente. Existem algumas dicas, que podem ser usadas nesse processo, que ajudam no processo de validação.

  • Construa um roteiro que o ajude a aprender sobre o problema.
  • Mantenha o foco da entrevista no problema.
  • Dê preferência para entrevistas presenciais.
  • Peça por tempo suficiente.
  • Não pague por entrevistas
  • Não grave as entrevistas, anote.
  • Documente os aprendizados e ideias logo após a entrevista.

Descobrir logo de cara se a sua ideia é realmente viável ou não, logo no início, faz toda a diferença. Após o processo de validação, preocupe-se em buscar a solução.

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Modelo de Negócios: o que é e como construir o seu?

Existem diversos passos necessários para a criação de uma empresa. Uma das primeiras coisas a se fazer é decidir qual será seu tipo de modelo de negócios. Nos últimos tempos, surgiram várias opções, ainda mais agora com o aparecimento de modelos dinâmicos, devido ao boom das startups.

O Modelo de Negócios ajuda a iniciar bem um empreendimento. De acordo com a definição do suíço Alex Osterwalder, que procurou facilitar o entendimento completo de um negócio:

“O modelo de negócios é a forma como a empresa cria, entrega e captura valor”

Alex Osterwalder

Assim, o modelo tem como objetivo descrever todos os elementos e fases que compõem um empreendimento, proporcionando a integração da organização. Uma das formas de definir isso é através do Canvas, uma das principais ferramentas na elaboração de um modelo de negócios. Nós, da 9weeklabs, utilizamos em nossas aulas um modelo simplificado, o Lean Canvas, que permite observar pontos fundamentais de um plano de negócios em apenas uma folha. 

Modelo de Lean Canvas da 9weeklabs

Tudo isso ajuda a proporcionar uma visualização completa dos processos da organização. O Modelo de Negócios possibilita inovar, estabelecendo uma proposta de valor única para o empreendimento. O principal benefício desse modelo, que incentiva o seu uso nos processos iniciais de uma empresa, é sua simplicidade e rápida implementação. Tudo que é necessário e uma página, alguns post-its e uma mesa.

Seu plano de negócios deve responder algumas perguntas básicas:

  • O que vou fazer?
  • Para quem vou fazer?
  • Como vou fazer?
  • Quanto vou gastar?

É necessário saber que cada um desses blocos está relacionado com os demais, disponíveis no modelo apresentado, que pode conter ajustes em cada fase futura, quantas vezes forem necessárias. 

Esse é, portanto, o caminho para descobrir como se diferenciar, conquistar clientes, reduzir custos e obter receitas.

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Ecossistemas de startups da América Latina e o destaque curitibano

Atualmente, tem se falado muito em startups, unicórnios e o seu crescimento vertiginoso em todo o mundo. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), nos últimos quatro anos, entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil mais que triplicou, passando 4.151 para 12.727, um salto de 207%. A América Latina, num âmbito geral, tem se mostrado uma região onde empreendedores andam apostando na abertura e desenvolvimentos de startups, seja criando suas próprias ou investindo em ideias elaboradas por outros.

De acordo com um estudo desenvolvido pela The Global Startup Ecosystem Report 2020, publicado no dia 25 de junho deste ano, cinco cidades latino-americanas se destacam por hospedarem alguns dos ecossistemas de startups que mais se crescem no mundo, seja por seu potencial ou por suas ideias.

Ecossistemas de startup da América Latina (Fonte: Entrepreneur)

Segundo o gráfico divulgado pela organização, que avaliou outras 270 cidades da américa-latina, Bogotá e Cidade do México possuem as pontuações mais altas desse ranking, embora cada uma se destaque em um segmento correspondente. A capital mexicana, por exemplo, se destaca nos talentos humanos. com uma pontuação de 9, numa escala de 1 a 10.

No Brasil, a cidade de Curitiba, capital do Paraná, é a única incluída nesse gráfico. Ela é a única metrópole que não é capital nacional, além disso, foi a que obteve melhor nota no desempenho geral do ecossistema de startups, com pontuação de 7 em 10. Curitiba foi a cidade que viu o nascimento da fintech Ebanx, uma das últimas startups da américa-latina a ver seu status crescer a nível de unicórnio. A mesma ainda obteve a nota mais alta pelo valor total de ecossistema e pelo nível geral de sucesso das startups que optam por hospedá-lo.

Num contexto geral, comparado com outros centros emergentes de startups pelo mundo todo, os locais latino-americanos possuem uma baixa pontuação no alcance de mercado, onde apenas Bogotá de destaca.

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