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Como trabalhar melhor no Mundo Digital?

“Os dias mais importantes da sua vida são dois: aquele em que você nasceu e quando descobre o porquê.”

Mark Twain

Temos hoje uma crise conjuntural e estrutural no Ambiente Profissional.

As mídias que foram concentradas nas últimas décadas – por falta de outras mais descentralizadas – criou um Ambiente Organizacional, no qual organizações e profissionais foram se distanciando dos clientes.

Por falta de possibilidade de interação, os produtos e serviços foram sendo oferecidos e os clientes aceitavam, pois não tinham muitas alternativas.

Organizações foram criadas e foram se verticalizando nos últimos dois séculos.

Criamos um determinado modelo de reintermediação entre os profissionais e os clientes com as mídias que tínhamos disponíveis.

Ambiente Midiático define o Ambiente de Sobrevivência (Administrativo) e isso, infelizmente, não é o Senso Comum entre os Conceituadores Sociais.

Profissionais foram educados e se acostumaram a ser reintermediados por organizações, que praticam a Gestão.

Gestão é o Modelo Administrativo que foi criado pelas mídias disponíveis no Ambiente Pré-Digital, no qual o papel dos clientes é muito mais passivo do que agora no Pós-Digital.

O aumento radical da Intermediação Organizacional foi necessária como uma forma de poder lidar com o aumento da Complexidade Demográfica dos últimos dois séculos.

Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por novas mídias mais sofisticadas.

Senza Pagare: O Mito da Superpopulação e a Nova Moralidade
Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por modelos administrativos mais participativos.

Participação Progressiva é a única forma que o Sapiens tem para lidar melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Porém, a chegada de uma nova mídia (a Internet), como é recorrente na história, criou a Tecnopossibilidade de se poder experimentar novas formas de Intermediação Administrativa mais participativas.

Há hoje em curso um processo de Reintermediação Organizacional, na qual o profissional lida mais diretamente com o cliente.

Há uma queda na taxa de reintermediação, pois ela passa a ser feita com outro DNA Administrativo, a partir das novas Tecnopossibilidades Midiáticas:

  • Os profissionais atuais foram formados e se acostumaram a ter emprego nas Organizações Tradicionais Pré-Digitais, que praticam a Gestão;
  • Os profissionais do futuro tenderão mais e mais a ter trabalho nas Organizações Inovadoras Pós-Digitais, que praticam a Curadoria.

Teremos como forte tendência a passagem do atual trabalho em Organizações Tradicionais para um formado por Plataformas e Ecossistemas Digitais, no qual os clientes terão muito mais controle sobre a qualidade do trabalho dos profissionais.

  • Profissional Pré-Digital se acostumou a ter uma Organização Tradicional, que pratica a Gestão, entre ele e o seu cliente;
  • Profissional Pós-Digital terá que se acostumar a ter uma Organização Inovadora, que pratica a Curadoria, entre ele e o seu cliente.

Havia uma Intermediação Organizacional, que está sendo gradualmente Reintermediada por Plataformas e Ecossistemas Digitais.

Percebe-se claramente no Mundo Digital o aumento do trabalho autônomo na Curadoria e a gradual redução dos empregos na Gestão.

Assim, temos um tipo de preparação para um Mercado de Trabalho Intermediado por Organizações Tradicionais (Analógicas – Pré-Digitais) para outro Pós-Digital já intermediado por Plataformas Digitais (Uberização) e a seguir, num futuro próximo, cada vez mais, por Ecossistemas Digitais (Blockchenização).

Os desafios para os Profissionais Digitais são os seguintes, pela ordem:

  • aprender a lidar com um radical aumento da Taxa de Competitividade, em um mercado muito mais disputado do que antes;
  • reaprender o tempo todo com uma maior Taxa de Flexibilidade, pois as alterações dos Ambientes de Consumo são muito mais rápidas, movidas por tecnologias com códigos digitais embutidos, que se alteram praticamente todos os dias;
  • lidar com uma autonomia muito maior, sendo a sua própria carreira um modelo de Startup;
  • aprender a se relacionar com um Cliente Digital muito mais maduro e exigente, que tem uma capacidade informacional exponencialmente maior do que a atual;
  • aceitar e aprender a operar do Emprego na Gestão para o Trabalho na Curadoria.

Tal cenário exige um aumento radical de responsabilização e personalização das atividades, não tendo mais alguém tutorando as suas atividades como é hoje em dia.

Profissional Pós-Digital precisa conviver com uma Taxa de Autonomia muito maior.

É preciso aceitar as Mudanças Exógenas (de fora para dentro) aquelas em que o profissional não pode alterar, pois é do próprio Ambiente Profissional e promover as Mudanças Endógenas (de dentro para fora), sobre as quais ele têm controle.

No ambiente (Exógenas):

  • Do emprego para o trabalho;
  • Da supervisão do gerente para maior autonomia;
  • Previsibilidade maior para menor;
  • De menos para mais competitividade;
  • Menos barreiras de tempo e lugar.

Nas mudanças que ele tem que promover (Endógenas):

  • De menos para mais autonomia;
  • De menos para mais responsabilidade;
  • De menos para mais flexibilidade;
  • De mais operacional para mais analítico;
  • De menos propósito para mais propósito.

As mudanças para o Mundo Digital exigem que o Profissional Digital seja muito mais maduro do que foram os Pré-Digitais.

Profissional Digital precisa aprender a se relacionar mais DIRETAMENTE com os clientes e a enxergar a sua carreira como se fosse uma startup.

Profissional Digital terá uma demanda cada vez maior de personalização, flexibilidade, motivação e reaprendizado constante.

Assim, é preciso mais e mais ter consciência das escolhas que faz ao longo do tempo.

O Profissional Pós-Digital terá que ter a capacidade de pensar sobre como pensamos será cada vez maior, pois as escolhas serão cada vez mais complexas.

No Mundo Digital, a excelência profissional passa não por saber fazer, mas, principalmente, saber pensar no que está fazendo para poder ir se reinventando!

Cada profissional no Mundo Digital, igual aos motoristas do Uber, precisará saber cuidar sozinho do seu próprio “carro”. E isso vai exigir o seguinte roteiro:

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter muito mais autonomia para fazer as suas escolhas diante do Desconforto Motivador da sua carreira.

Desconforto Motivador é a atividade que o profissional gosta de exercer, que visa minimizar o desconforto de um cliente, através de Soluções Progressivas.

Como o Profissional Digital, terá que se motivar, de forma permanente e progressiva,  para atender bem os clientes, de forma muito mais direta, terá que fazer o alinhamento entre o seu Potencial Primário com o Desconforto Motivador.

O Potencial Primário é o conjunto de habilidades que um profissional tem mais facilidade de realizar, o que acaba lhe dando prazer e motivando-o mais e mais ao longo da sua carreira.

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter como foco não mais trabalhar para ganhar dinheiro, mas ganhar dinheiro para trabalhar.

Neste processo é preciso, além do desenvolvimento de uma Narrativa Profissional, algo que não era tão fundamental no passado, a adoção do que podemos chamar de Rotina Criativa.

A Rotina Criativa é uma atividade constante e progressiva, na qual se modifica formas de pensar e agir no curto, médio e longo prazo, a partir dos resultados atingidos.

A mentalidade de um Profissional Digital de Excelência terá que ser a igual a de um programador de software, procurando “bugs” o tempo todo.

É fundamental para o Profissional Digital de Excelência ter foco.

Deixar de acreditar que é um profissional ou um setor e entender que é um profissional que serve para minimizar o desconforto de um determinado cliente.

Quanto mais o Profissional Digital de Excelência estiver próximo de seus clientes, mais ele gerará valor e vice-versa.

Profissional Digital de Excelência precisa entender que os clientes digitais são muito mais exigentes do que no passado e é preciso uma atualização constante.

Isso implica estar apaixonado por minimizar o desconforto do cliente.

Fazer da sua atividade profissional uma missão de vida – sem isso não terá a capacidade de estar com a Taxa de Motivação que o novo ambiente exige.

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O desconforto do cliente é o seu guia para que possa aprender com as experiências e criar uma forma melhor de absorver os diferentes conteúdos.

É isso, que dizes?

Carlos Nepomuceno

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Estratégia Super Extraordinária: a Metodologia Estratégica ideal para lidar com o fenômeno digital

“A concepção de uma visão estratégica é, acima de tudo, um processo intelectual localizado no mundo do pensamento e não no mundo da ação.”

Luc de Brabandere

Estratégia é o ato de planejar e executar ações para conquistar objetivos definidos no curto, médio ou longo prazo.

Para que possamos criar estratégias, é preciso ter uma Metodologia Estratégica Eficaz, que é formada por Diagnóstico de Cenário (de que tipo de mudanças de cenários estamos ou poderemos estar lidando) e sugestão de Tratamento diante de Determinado Cenário (que tipo de ação é necessária adotar, diante da mudança prevista, para que se possa manter a competitividade).

Ao realizarmos, assim, o Diagnóstico do Cenário, podemos ter diante de nós Mudanças Incrementais, Radicais e Disruptivas. E, por causa disso, não podemos pensar em um único Tratamento diante do Determinado Cenário.

Uma Metodologia Estratégica Mais Eficaz precisa diagnosticar que tipo de mudança pode vir ocorrer ou já está ocorrendo para que possa definir que tipo de Tratamento diante de Determinado Cenário deve utilizar.

De maneira geral, as pessoas em geral e os estrategistas, em particular, tendem a trabalhar com a normalidade, com a continuidade, com o conhecido, imaginando sempre que o que vem pela frente são Mudanças de Cenários Incrementais.

Nicholas Taleb – conhecido pelo seu famoso livro “Cisne Negro” – critica bastante o despreparo humano para admitir e enfrentar o desafio das adversidades, dos Fenômenos Inusitados.

A normalidade, segundo Taleb, é tóxica, pois as pessoas criam a fantasia de que o cenário de hoje será contínuo e para sempre sem que tenhamos “Cisnes Negros” (Fenômenos Inusitados).

Podemos chamar esse tipo de visão de eterna continuidade de Normalidade Tóxica, uma sensação de que a estabilidade de hoje será repetida eternamente amanhã, sem a presença de “Cisnes Negros” (mudanças de diversos tipos).

Um Estrategista de Excelência tem que adotar uma Metodologia Estratégica, que consiga superar a Normalidade Tóxica, preparando-se para enfrentar Fenômenos Inusitados, que provocam anormalidades e instabilidades.

NÃO há, assim, Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos únicos, mas aqueles que se adaptam a um cenário específico, seja ele Incremental, Radical ou Disruptivo.

Thomas Kuhn (1922 – 1996), ao estudar as alterações científicas, pode nos ajudar no aperfeiçoamento das Metodologias Estratégicas, ao sugerir que diante de determinados Fenômenos Inusitados é preciso alterar – no caso do estudo de Kuhn – o tipo de ciência que se pratica (Normal ou Extraordinária).

Para Thomas Kuhn, não são os Fenômenos que são Inusitados, mas as nossas teorias (paradigmas e valores), que não conseguem prevê-los, compreendê-los e agir, de forma mais eficaz, diante deles.

Por isso, Kuhn sugeriu dois Tratamentos diante de Determinado Cenário: o Normal, quando tudo está compreendido e na estabilidade, na normalidade. E o Extraordinário, quando se percebe instabilidade e anormalidade.

Kuhn, na verdade, nos ensina o seguinte: o uso do tipo de “chave de fenda” a ser utilizada, sempre vai depender de que tipo de “parafuso” estamos apertando.

Se temos uma Mudança de Cenário Incremental, então, será preciso um Tratamento Incremental e vice-versa.

O problema é que os Estrategistas de Plantão acabam se viciando no uso de Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos Incrementais (Normais) e acreditam que são os únicos possíveis. Temos, assim, pouca prática de agir nas Mudanças Radicais (Extraordinárias) ou Disruptivas (Super Extraordinárias).

Vejamos primeiro as Mudanças de Cenário possíveis:

Assim, um Estrategista de Excelência NÃO pode ter uma Metodologia Estratégica, que só atua nas Mudanças Normais, ficando tonto e perdido quando estamos diante de Mudanças Radicais ou Disruptivas.

Mudanças Extraordinárias e Super Extraordinárias exigem uma revisão mais profunda dos paradigmas e valores para que se possa compreender os Fenômenos Inusitados, antes de agir.

A regra é a seguinte: conforme a mudança que vem, é preciso utilizar um tipo de Metodologia Estratégica (Normal, Extraordinária ou Super Extraordinária).

Vejamos a tabela que os Bimodais produziram sobre estes três tipos de Metodologias Estratégicas:

Uma pandemia, por exemplo, exige uma Estratégia Extraordinária. E a Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD) demanda uma Estratégia Super Extraordinária.

É isso, que dizes?

Colaboraram os seguintes Bimodais:

Átila Pessoa e Rodrigo Palhano.

Quer entender o novo cenário digital? Você precisa conhecer e entrar na Bimodais – a melhor escola de Futurismo do país. Bora? 

Por: Carlos Nepomuceno

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Por que as Big Techs crescem tanto?

Você conhece o conceito de Big Techs? Resumidamente, elas são as maiores empresas de tecnologia do mundo e todas elas estão listadas na bolsa de valores americana, e apresentam faturamento astronômico. Alguns exemplos bem ilustrativos são a Microsoft, Netflix, Alibaba, Apple, Amazon, Facebook, entre outras.

No segundo trimestre de 2020, as Big Techs divulgaram seus resultados e todas conseguiram superar suas metas, apresentando um crescimento contrário às economias globais em tempos de pandemia, onde a maioria de seus produtos e serviços foram alavancados por conta das plataformas digitais.

A Amazon é um dos exemplos de empresas que tiveram seu crescimento em torno de 40% no trimestre, destacando-se no mercado global. Os principais fatores que impulsionaram a empresa nos últimos meses foram desde o seu marketplace, que dobrou a lucratividade, até o aumento de assinantes do serviço Amazon Prime, mostrando de fato que quanto mais digitalizado for o consumidor, melhor.

No primeiro trimestre de 2020, o Facebook obteve uma receita de US$ 17,74 bilhões

Afinal, por que elas crescem tanto?

Apesar de haver diversos motivos e causas para o crescimento exponencial das Big Techs, precisamos pensar no que elas nos oferecem. Todas elas oferecem serviços que antes não eram democratizados, além dos valores super competitivos. Um dos exemplos é o Google que dentro de seus sistema oferece o Gmail com diversas features, que vão desde o Meet, até o Planilhas, Apresentações, Drives, etc.

Basicamente, o sucesso proveniente dessas empresas vem de muita visão do empreendedor em identificar essas dores do mercado e resolvê-las. A questão é que a maioria dos CEO’s e fundadores das Big Techs não foram os first mover do mercado. Antes de existir o Google, existiram outras ferramentas de busca, antes do Facebook, existiam outras redes sociais, antes da Amazon, existiam outros marketplaces. O ponto principal é que essas empresas conseguiram se diferenciar em um mercado de concorrência muito acirrada, mas mesmo assim se diferenciam e se tornaram extremamente competitivas.

A Amazon tem valor de mercado de US$ 1,5 trilhão e faturou no primeiro trimestre de 2020 US$ 75,5 bilhões

O benefício do erro

Normalmente, em ambientes inovadores como os de startups, onde a “cultura do erro” faz parte do processo de crescimento, é muito comum que a evolução ocorre de forma rápida e que o produto final seja modificado várias vezes. Em ambientes onde o erro é bem visto e complementa o processo de crescimento, equipes e colaboradores se sentem muito mais livres em se expressar e aprender com cada experiência. E é assim com as Big Techs.

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