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Por que as Big Techs crescem tanto?

Você conhece o conceito de Big Techs? Resumidamente, elas são as maiores empresas de tecnologia do mundo e todas elas estão listadas na bolsa de valores americana, e apresentam faturamento astronômico. Alguns exemplos bem ilustrativos são a Microsoft, Netflix, Alibaba, Apple, Amazon, Facebook, entre outras.

No segundo trimestre de 2020, as Big Techs divulgaram seus resultados e todas conseguiram superar suas metas, apresentando um crescimento contrário às economias globais em tempos de pandemia, onde a maioria de seus produtos e serviços foram alavancados por conta das plataformas digitais.

A Amazon é um dos exemplos de empresas que tiveram seu crescimento em torno de 40% no trimestre, destacando-se no mercado global. Os principais fatores que impulsionaram a empresa nos últimos meses foram desde o seu marketplace, que dobrou a lucratividade, até o aumento de assinantes do serviço Amazon Prime, mostrando de fato que quanto mais digitalizado for o consumidor, melhor.

No primeiro trimestre de 2020, o Facebook obteve uma receita de US$ 17,74 bilhões

Afinal, por que elas crescem tanto?

Apesar de haver diversos motivos e causas para o crescimento exponencial das Big Techs, precisamos pensar no que elas nos oferecem. Todas elas oferecem serviços que antes não eram democratizados, além dos valores super competitivos. Um dos exemplos é o Google que dentro de seus sistema oferece o Gmail com diversas features, que vão desde o Meet, até o Planilhas, Apresentações, Drives, etc.

Basicamente, o sucesso proveniente dessas empresas vem de muita visão do empreendedor em identificar essas dores do mercado e resolvê-las. A questão é que a maioria dos CEO’s e fundadores das Big Techs não foram os first mover do mercado. Antes de existir o Google, existiram outras ferramentas de busca, antes do Facebook, existiam outras redes sociais, antes da Amazon, existiam outros marketplaces. O ponto principal é que essas empresas conseguiram se diferenciar em um mercado de concorrência muito acirrada, mas mesmo assim se diferenciam e se tornaram extremamente competitivas.

A Amazon tem valor de mercado de US$ 1,5 trilhão e faturou no primeiro trimestre de 2020 US$ 75,5 bilhões

O benefício do erro

Normalmente, em ambientes inovadores como os de startups, onde a “cultura do erro” faz parte do processo de crescimento, é muito comum que a evolução ocorre de forma rápida e que o produto final seja modificado várias vezes. Em ambientes onde o erro é bem visto e complementa o processo de crescimento, equipes e colaboradores se sentem muito mais livres em se expressar e aprender com cada experiência. E é assim com as Big Techs.

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Método “blitzscalling” e a velocidade dos negócios

Durante os últimos tempos, diversas formas de crescimento empresarial foram criadas e aplicadas em empresas que, ao longo do tempo, se tornaram ícones do segmento em que atuam. Dentre os métodos, destaca-se o “Blitzscalling” que, de maneira geral, resume-se em crescer rapidamente, sem poupar gastos, com o objetivo de se tornar líder absoluto no setor em que atua.

Tendo sua nomenclatura derivada do uso da palavra “blitz” do século XX, inspirada da estratégia de “guerra relâmpago”, o termo foi criado pelo escritor e mentor Chris Yeh, juntamente com Reed Hoffman, criador do Linkedin, e apresentada em seu livro de mesmo nome “Blitzscalling: formas criativas de atingir metas”. A aplicabilidade da proposta se tornou tão famosa que empresas como Uber e WeWork adotaram as medidas como forma de crescimento.

Porém, ambas as companhias enfrentam problemas com o cenário atual de pandemia, que trouxe menor liquidez colocando um ponto final na caça desenfreada por crescimento. Mas a ideal central de dar prioridade à velocidade não perdeu sentido, renovando-se. Segundo Chris Yeh, em uma entrevista concedida à revista Valor, “o rápido é provavelmente mais devagar que antes”.

“Se todos os seus competidores são forçados a desacelerar, e você também, desde que mantenha-se um passo que lhe garanta uma vantagem relativa sobre eles, você ainda pode atingir seus objetivos”

Chris Yeh

Para o escritor, o mercado será mais racional nos gastos, levando em consideração a situação em que encontra-se, mas, como os movimentos serão cíclicos, ele disse acreditar que a tendência é que volte aos picos atingidos recentementes. O “blitzscalling”, segundo ele, nunca baseou-se em gastar para crescer rapidamente, mas sim em pensar em como crescer rapidamente.

Num primeiro momento, a pandemia será favorável a empresas maiores que já possuem posição de liderança, pois vai pressionar quem tem menos estrutura. No entanto, no longo prazo, o efeito da competição não tende ser muito grave, já que a mudança de comportamento abrirá novos espaços para que novas empresas apareçam, reequilibrando o jogo. 

Por fim, o autor enxerga um cenário positivo para empreendedores de países latino-americanos. Para ele, o constante cenário de crises recorrentes pode servir como vantagem no mundo pós-pandemia. “As pessoas estão percebendo que choques são mais possíveis do que elas imaginavam. E empreendedores que tenham passado por situações dessas no passado são mais resilientes”, conclui Yeh.

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