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Quantas startups unicórnios existem no mundo?

Quando se fala em unicórnio, qual é a primeira coisa que vem em sua cabeça? Aquele ser equino mitológico com um chifre na testa que solta arco-íris ou startups bem-sucedidas com valor de mercado a partir de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões)?

Se a sua resposta for a segunda opção, saiba que hoje, de acordo com o site CB Insights, que cataloga as startups do mundo, o planeta terra já conta com 805 unicórnios.

Para se ter uma ideia, só nos oito primeiros meses de 2021, foram 324 empresas de inovação que alcançaram essa marca, muito mais do que o turbulento ano de 2021, que alcançou a marca de 115, menos da metade desta temporada. E não para por aí, já que muitos especialistas afirmam que a diferença pode ficar ainda maior nos próximos quatro meses, fator que mostra o benéfico ano de 2021 para as startups de todo mundo.

Quando analisamos o cenário brasileiro, constatamos que possuímos um total de 21 unicórnios, sendo a Nuvemshop o mais novo nome. No entanto, quando analisamos a lista da CB Insights, notamos a falta de alguns brasileiros como a Vtex e Pagseguro, indicando que a lista está incompleta e pode ser ainda maior.

O mundo está ficando tão cheio de unicórnios que muitos agora brincam com uma nova nomenclatura chamada de decacórnios, que seriam empresas com valor de mercado acima de US$ 10 bilhões (R$ 51,7 bilhões). Na lista, vemos 38 companhias que já alcançaram esse status, com alguns nomes como a chinesa Bytedance, criadora do TikTok (US$ 28,7 bilhões), a SpaceX (US$ 74 bilhões) e a brasileira Nubank (US$ 30 bilhões).

(Vídeo do canal “Na Prática” sobre startups unicórnios)

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A revolução digital e a reinvenção dos modelos de negócios

Artigo retirado da revista DUO Joinville, feito em colaboração com o CEO do 9weeklabs Tulio Severo Jr.

Tulio é empreendedor, conselheiro Certificado em Governança de Startups pelo IBGC, CEO da Infinitepar Holding Co LLC, fundador da pré-aceleradora de startups 9weeklabs, sócio investidor da Spin Capital Aceleradora, empresário Acionista da Sabemi Seguradora S.A, além de gestor do programa Faciap Inovalab.

Para ele, a humanidade é marcada por momentos cruciais, fatos que mudaram o rumo da história. Um deles, segundo Tulio, se deu após o surgimento da internet. A revolução digital transformou tudo, incluindo o mundo dos negócios. “As empresas surgiram após a internet fincar suas raízes em terras com possibilidades infinitas. As que entenderam isso e passaram a se desenvolver tendo a internet como adubo, foram altamente bem sucedidas e estão tirando proveito da maior revolução no mundo dos negócios”.

Para os modelos de negócios ditos como tradicionais, a reinvenção é uma questão de sobrevivência. É preciso entender que os clientes também já não são os mesmos. Para Túlio, a geração atual busca por modelos com menos complexidades e mais agilidade, menos propriedade e mais liberdade.

As gerações atuais jamais saberão o que é viver em um mundo não digital. “As crianças de hoje que já usam celular e tablets dos 5 anos em diante olham o mundo como se ele sempre fosse assim, como se falar com máquinas fosse comum há muito tempo”. Os impactos disso são muitos, gerando uma transformação de diversas maneiras, inclusive na forma em que essas gerações irão se projetar, desenvolver e consumir negócios.

Tulio no centro de pré-aceleração de startups do Faciap Inovalab.

A sobrevivência é aprender a jogar esse novo jogo da inovação, onde os negócios são transparentes, abertos, uberizados e multiplataformas.

Túlio Severo Jr.

Dado esse cenário, se remodelar é preciso. Quem aprender logo esse movimento vai precisar contratar talentos com essa cultura, quanto mais rápido as empresas conseguirem antecipar o que vai causar essa disrupção, mais rápido poderão “virar o jogo”.

Para Túlio, nesse processo, é preciso que os modelos tradicionais façam alguns dos seguintes questionamentos: como será seu negócio daqui 10 anos? Quais são os serviços e produtos que podem substituir o meu modelo? O que posso fazer para iniciar as mudanças necessárias? Estou falando com startups que atuam em torno de soluções para o meu segmento? Como posso fazer negócios com startups que agreguem valor ao meu produto ou serviço?

Para acompanhar o ritmo e crescimento acelerado das mudanças trazidas pela revolução digital, é preciso buscar meios de inovar, isso também se aplica aos modelos tradicionais de negócios.

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DESPERTE O EMPREENDEDOR QUE HÁ EM VOCÊ

Aposto que você já teve uma ideia de negócio. De acordo com uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), empreender é o 4º maior sonho entre os brasileiros. Só fica atrás de comprar uma casa, um carro ou viajar.

Ao longo dos últimos anos, o Brasil vem registrando aumento no número de empresas criadas, que totalizam 19.228.025 milhões de negócios. De acordo com especialistas, há três pontos que favorecem o crescimento do ecossistema empreendedor por aqui. O primeiro é a própria vocação dos brasileiros para administrar uma empresa, além das oportunidades criadas pelo mercado e o incentivo de programas governamentais.

Por isso, caso você opte em deixar todos os seus medos para trás e prosseguir com a ideia de criar seu próprio negócio, um dos caminhos é estudar a melhor forma de ingressar no mercado. A ajuda de livros e pesquisas é uma fiel e velha amiga para empreendedores de primeira viagem, e uma boa recomendação é o livro: “Desperte o empreendedor que há em você”.

Publicado em 2008, o livro foi escrito por Michael Gerber, uma verdadeira lenda do empreendedorismo com mais de 40 anos de experiência em consultoria e autor de 13 livros de negócios, entre eles está o bestseller  “O mito do empreendedor”.

O Mito do Empreendedor - Resumo do livro de Michael Gerber
Michael E. Gerber é um autor americano e fundador da Michael E. Gerber Companies, uma empresa de treinamento em habilidades de negócios.

“Desperte o empreendedor que há em você” é claro em dizer que não existe uma metodologia para sonhar, todos os humanos têm esse dom. Mas quando se trata de criar empresas e negócios, é possível deixar o negócio mais eficiente se entendermos que existem diferentes “eus” dentro de cada um. São eles: o “eu pensador”, o “eu sonhador” e o “eu contador” de histórias.

Esses eus criam a fundação para que o “eu líder” execute baseado em uma sólida construção. Para Gerber, é imprescindível que todo empreendedor passe por esses estágios que caracterizam uma pessoa diferente, que vai avançando a cada estágio para que, no final, se torne o dono de um grande negócio com destaque no mercado.

FOLHA EM BRANCO

Gerber é também autor do célebre pensamento da folha em branco. Basicamente, visando ilustrar o pontapé inicial de um negócio, Gerber diz a seguinte frase. “Uma folha em branco pode ser vista de duas formas. A primeira é a coisa mais assustadora do mundo, porque você precisa colocar a primeira marca e descobrir o que fazer com ela. A outra maneira é olhar para ela e dizer: uau, essa é a maior oportunidade do mundo pois agora eu posso deixar minha imaginação voar em qualquer direção e criar muitas coisas novas”.

Gerber passou grande parte de sua vida convencendo as pessoas de que uma folha de papel em branco é a maior oportunidade do mundo, e não é assustador. É preciso empoderar-se com conhecimento sobre a realidade e motivar suas ações.

O autor foca boa parte do livro explicando e analisando a importância das personalidades no crescimento do eu empreendedor para que, consequentemente, ele avance na criação de seu sonho e coloque em prática um negócio com potencial escalável.

Um dos pontos máximos de um verdadeiro empreendedor é gerar valor ao mundo, lembrando que os clientes procuram resultados. Qualquer negócio que parta do pressuposto que qualquer outra coisa é mais importante do que o resultado do clientes está fadado ao fracasso.

O livro “Desperte o empreendedor que há em você é para quem está pensando em começar um negócio próprio, ou até mesmo para quem já tem um negócio, mas se vê refém dele, trabalhando cada vez mais horas e não tendo tempo para escalar o negócio.

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Como trabalhar melhor no Mundo Digital?

“Os dias mais importantes da sua vida são dois: aquele em que você nasceu e quando descobre o porquê.”

Mark Twain

Temos hoje uma crise conjuntural e estrutural no Ambiente Profissional.

As mídias que foram concentradas nas últimas décadas – por falta de outras mais descentralizadas – criou um Ambiente Organizacional, no qual organizações e profissionais foram se distanciando dos clientes.

Por falta de possibilidade de interação, os produtos e serviços foram sendo oferecidos e os clientes aceitavam, pois não tinham muitas alternativas.

Organizações foram criadas e foram se verticalizando nos últimos dois séculos.

Criamos um determinado modelo de reintermediação entre os profissionais e os clientes com as mídias que tínhamos disponíveis.

Ambiente Midiático define o Ambiente de Sobrevivência (Administrativo) e isso, infelizmente, não é o Senso Comum entre os Conceituadores Sociais.

Profissionais foram educados e se acostumaram a ser reintermediados por organizações, que praticam a Gestão.

Gestão é o Modelo Administrativo que foi criado pelas mídias disponíveis no Ambiente Pré-Digital, no qual o papel dos clientes é muito mais passivo do que agora no Pós-Digital.

O aumento radical da Intermediação Organizacional foi necessária como uma forma de poder lidar com o aumento da Complexidade Demográfica dos últimos dois séculos.

Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por novas mídias mais sofisticadas.

Senza Pagare: O Mito da Superpopulação e a Nova Moralidade
Quanto mais gente houver no planeta, mais haverá a demanda por modelos administrativos mais participativos.

Participação Progressiva é a única forma que o Sapiens tem para lidar melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.

Porém, a chegada de uma nova mídia (a Internet), como é recorrente na história, criou a Tecnopossibilidade de se poder experimentar novas formas de Intermediação Administrativa mais participativas.

Há hoje em curso um processo de Reintermediação Organizacional, na qual o profissional lida mais diretamente com o cliente.

Há uma queda na taxa de reintermediação, pois ela passa a ser feita com outro DNA Administrativo, a partir das novas Tecnopossibilidades Midiáticas:

  • Os profissionais atuais foram formados e se acostumaram a ter emprego nas Organizações Tradicionais Pré-Digitais, que praticam a Gestão;
  • Os profissionais do futuro tenderão mais e mais a ter trabalho nas Organizações Inovadoras Pós-Digitais, que praticam a Curadoria.

Teremos como forte tendência a passagem do atual trabalho em Organizações Tradicionais para um formado por Plataformas e Ecossistemas Digitais, no qual os clientes terão muito mais controle sobre a qualidade do trabalho dos profissionais.

  • Profissional Pré-Digital se acostumou a ter uma Organização Tradicional, que pratica a Gestão, entre ele e o seu cliente;
  • Profissional Pós-Digital terá que se acostumar a ter uma Organização Inovadora, que pratica a Curadoria, entre ele e o seu cliente.

Havia uma Intermediação Organizacional, que está sendo gradualmente Reintermediada por Plataformas e Ecossistemas Digitais.

Percebe-se claramente no Mundo Digital o aumento do trabalho autônomo na Curadoria e a gradual redução dos empregos na Gestão.

Assim, temos um tipo de preparação para um Mercado de Trabalho Intermediado por Organizações Tradicionais (Analógicas – Pré-Digitais) para outro Pós-Digital já intermediado por Plataformas Digitais (Uberização) e a seguir, num futuro próximo, cada vez mais, por Ecossistemas Digitais (Blockchenização).

Os desafios para os Profissionais Digitais são os seguintes, pela ordem:

  • aprender a lidar com um radical aumento da Taxa de Competitividade, em um mercado muito mais disputado do que antes;
  • reaprender o tempo todo com uma maior Taxa de Flexibilidade, pois as alterações dos Ambientes de Consumo são muito mais rápidas, movidas por tecnologias com códigos digitais embutidos, que se alteram praticamente todos os dias;
  • lidar com uma autonomia muito maior, sendo a sua própria carreira um modelo de Startup;
  • aprender a se relacionar com um Cliente Digital muito mais maduro e exigente, que tem uma capacidade informacional exponencialmente maior do que a atual;
  • aceitar e aprender a operar do Emprego na Gestão para o Trabalho na Curadoria.

Tal cenário exige um aumento radical de responsabilização e personalização das atividades, não tendo mais alguém tutorando as suas atividades como é hoje em dia.

Profissional Pós-Digital precisa conviver com uma Taxa de Autonomia muito maior.

É preciso aceitar as Mudanças Exógenas (de fora para dentro) aquelas em que o profissional não pode alterar, pois é do próprio Ambiente Profissional e promover as Mudanças Endógenas (de dentro para fora), sobre as quais ele têm controle.

No ambiente (Exógenas):

  • Do emprego para o trabalho;
  • Da supervisão do gerente para maior autonomia;
  • Previsibilidade maior para menor;
  • De menos para mais competitividade;
  • Menos barreiras de tempo e lugar.

Nas mudanças que ele tem que promover (Endógenas):

  • De menos para mais autonomia;
  • De menos para mais responsabilidade;
  • De menos para mais flexibilidade;
  • De mais operacional para mais analítico;
  • De menos propósito para mais propósito.

As mudanças para o Mundo Digital exigem que o Profissional Digital seja muito mais maduro do que foram os Pré-Digitais.

Profissional Digital precisa aprender a se relacionar mais DIRETAMENTE com os clientes e a enxergar a sua carreira como se fosse uma startup.

Profissional Digital terá uma demanda cada vez maior de personalização, flexibilidade, motivação e reaprendizado constante.

Assim, é preciso mais e mais ter consciência das escolhas que faz ao longo do tempo.

O Profissional Pós-Digital terá que ter a capacidade de pensar sobre como pensamos será cada vez maior, pois as escolhas serão cada vez mais complexas.

No Mundo Digital, a excelência profissional passa não por saber fazer, mas, principalmente, saber pensar no que está fazendo para poder ir se reinventando!

Cada profissional no Mundo Digital, igual aos motoristas do Uber, precisará saber cuidar sozinho do seu próprio “carro”. E isso vai exigir o seguinte roteiro:

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter muito mais autonomia para fazer as suas escolhas diante do Desconforto Motivador da sua carreira.

Desconforto Motivador é a atividade que o profissional gosta de exercer, que visa minimizar o desconforto de um cliente, através de Soluções Progressivas.

Como o Profissional Digital, terá que se motivar, de forma permanente e progressiva,  para atender bem os clientes, de forma muito mais direta, terá que fazer o alinhamento entre o seu Potencial Primário com o Desconforto Motivador.

O Potencial Primário é o conjunto de habilidades que um profissional tem mais facilidade de realizar, o que acaba lhe dando prazer e motivando-o mais e mais ao longo da sua carreira.

Um Profissional Digital de Excelência terá que ter como foco não mais trabalhar para ganhar dinheiro, mas ganhar dinheiro para trabalhar.

Neste processo é preciso, além do desenvolvimento de uma Narrativa Profissional, algo que não era tão fundamental no passado, a adoção do que podemos chamar de Rotina Criativa.

A Rotina Criativa é uma atividade constante e progressiva, na qual se modifica formas de pensar e agir no curto, médio e longo prazo, a partir dos resultados atingidos.

A mentalidade de um Profissional Digital de Excelência terá que ser a igual a de um programador de software, procurando “bugs” o tempo todo.

É fundamental para o Profissional Digital de Excelência ter foco.

Deixar de acreditar que é um profissional ou um setor e entender que é um profissional que serve para minimizar o desconforto de um determinado cliente.

Quanto mais o Profissional Digital de Excelência estiver próximo de seus clientes, mais ele gerará valor e vice-versa.

Profissional Digital de Excelência precisa entender que os clientes digitais são muito mais exigentes do que no passado e é preciso uma atualização constante.

Isso implica estar apaixonado por minimizar o desconforto do cliente.

Fazer da sua atividade profissional uma missão de vida – sem isso não terá a capacidade de estar com a Taxa de Motivação que o novo ambiente exige.

Is Rock Climbing Bad for Cliffs? | Sierra Club
O desconforto do cliente é o seu guia para que possa aprender com as experiências e criar uma forma melhor de absorver os diferentes conteúdos.

É isso, que dizes?

Carlos Nepomuceno

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5 empresas que pivotaram para se tornarem um sucesso

Uma das maiores lições que as startups trazem ao mercado é: mudar no meio do caminho não é um fracasso.

Em alguns momentos, pode ser exatamente o necessário para prosperar. Não por acaso, o ecossistema possui até uma palavra própria para isso: pivotar, que significa mudar completamente a direção ou o propósito de uma empresa. Ao longo dos anos, diversas companhias passaram por mudanças pra alcançarem o sucesso que vemos hoje.

Eric Ries, autor de The Lean Startup, define a pivotagem como “uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental sobre o produto, a estratégia e o mecanismo de crescimento”.

Geralmente quando você está construindo um produto, e está na fase inicial, você tende a usar uma tecnologia que vai entregar mais rápido os resultados, e isso irá validar essa idéia. Entretanto, na maioria das vezes, o potencial de escala dela não será muito bom.

Por isso, separamos 5 grandes empresas que pivotaram no meio do caminho:

1. Nike

Bill Bowerman e Phil Knight em Oregon, testando seus calçados de corrida.

A Nike foi criada em 1964 como “Blue Ribbon Sports”, por Bill Bowerman e Philp Knight. A companhia distribuía sapatos da companhia japonesa Onitsuka Tiger. A transformação para a Nike que conhecemos, que cria e fabrica os próprios modelos, veio apenas em 1971.

Relembrando os primórdios, a Nike lançou uma loja da Blue Ribbon Sports em 2019, especializando a marca em corridas. A empresa também lançou coleções temáticas utilizando seu nome e logo anteriores.

2. Amazon

Jeff Bezos no início da Amazon.

Criada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon nasceu como um e-commerce de livros. No entanto, a empresa saiu do mercado editorial e foi além, tornando-se a varejista “de tudo”. A transformação é digna de uma “pivotada”, pois as decisões mudaram completamente o destino da empresa.

Atualmente, a Amazon está presente no setor de jogos, alimentação, eletrônicos, logística, computação em nuvem, entre outros.

3. YouTube

Com 19 segundos de duração, “me at the zoo” foi o primeiro vídeo do YouTube, em 2005.

O YouTube nasceu em 2005, quando os ex-funcionários do PayPal Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim se uniram. O objetivo era de criar uma plataforma de encontros através de vídeos.

O apelo inicial não teve muitos adeptos, o que fez com que os fundadores permitissem o upload de vídeos de qualquer tema. Atualmente, o YouTube é a maior plataforma de vídeos da internet.

4. Sambatech

Sede da Sambatech

Criada em 2004, a Sambatech distribuía jogos de celular em toda a América Latina. Cinco anos depois, após diversas mudanças no setor de telefonia, a empresa pivotou para se tornar uma plataforma de distribuição de vídeos online, com foco em ensino à distância.

5. Instagram

Sede do Instagram em Nova York.

O Instagram foi criado em 2010 pelo norte-americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger. Naquela época, não haviam as “selfies”, pois fugiam completamente do propósito da plataforma. A empresa unia fotografias de estabelecimentos (restaurantes, por exemplo) com a geolocalização, funcionando de forma semelhante ao Foursquare.

Com o tempo, e principalmente após a aquisição do Facebook, o Instagram tomou o rumo de fotografias em geral.

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Estratégia Super Extraordinária: a Metodologia Estratégica ideal para lidar com o fenômeno digital

“A concepção de uma visão estratégica é, acima de tudo, um processo intelectual localizado no mundo do pensamento e não no mundo da ação.”

Luc de Brabandere

Estratégia é o ato de planejar e executar ações para conquistar objetivos definidos no curto, médio ou longo prazo.

Para que possamos criar estratégias, é preciso ter uma Metodologia Estratégica Eficaz, que é formada por Diagnóstico de Cenário (de que tipo de mudanças de cenários estamos ou poderemos estar lidando) e sugestão de Tratamento diante de Determinado Cenário (que tipo de ação é necessária adotar, diante da mudança prevista, para que se possa manter a competitividade).

Ao realizarmos, assim, o Diagnóstico do Cenário, podemos ter diante de nós Mudanças Incrementais, Radicais e Disruptivas. E, por causa disso, não podemos pensar em um único Tratamento diante do Determinado Cenário.

Uma Metodologia Estratégica Mais Eficaz precisa diagnosticar que tipo de mudança pode vir ocorrer ou já está ocorrendo para que possa definir que tipo de Tratamento diante de Determinado Cenário deve utilizar.

De maneira geral, as pessoas em geral e os estrategistas, em particular, tendem a trabalhar com a normalidade, com a continuidade, com o conhecido, imaginando sempre que o que vem pela frente são Mudanças de Cenários Incrementais.

Nicholas Taleb – conhecido pelo seu famoso livro “Cisne Negro” – critica bastante o despreparo humano para admitir e enfrentar o desafio das adversidades, dos Fenômenos Inusitados.

A normalidade, segundo Taleb, é tóxica, pois as pessoas criam a fantasia de que o cenário de hoje será contínuo e para sempre sem que tenhamos “Cisnes Negros” (Fenômenos Inusitados).

Podemos chamar esse tipo de visão de eterna continuidade de Normalidade Tóxica, uma sensação de que a estabilidade de hoje será repetida eternamente amanhã, sem a presença de “Cisnes Negros” (mudanças de diversos tipos).

Um Estrategista de Excelência tem que adotar uma Metodologia Estratégica, que consiga superar a Normalidade Tóxica, preparando-se para enfrentar Fenômenos Inusitados, que provocam anormalidades e instabilidades.

NÃO há, assim, Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos únicos, mas aqueles que se adaptam a um cenário específico, seja ele Incremental, Radical ou Disruptivo.

Thomas Kuhn (1922 – 1996), ao estudar as alterações científicas, pode nos ajudar no aperfeiçoamento das Metodologias Estratégicas, ao sugerir que diante de determinados Fenômenos Inusitados é preciso alterar – no caso do estudo de Kuhn – o tipo de ciência que se pratica (Normal ou Extraordinária).

Para Thomas Kuhn, não são os Fenômenos que são Inusitados, mas as nossas teorias (paradigmas e valores), que não conseguem prevê-los, compreendê-los e agir, de forma mais eficaz, diante deles.

Por isso, Kuhn sugeriu dois Tratamentos diante de Determinado Cenário: o Normal, quando tudo está compreendido e na estabilidade, na normalidade. E o Extraordinário, quando se percebe instabilidade e anormalidade.

Kuhn, na verdade, nos ensina o seguinte: o uso do tipo de “chave de fenda” a ser utilizada, sempre vai depender de que tipo de “parafuso” estamos apertando.

Se temos uma Mudança de Cenário Incremental, então, será preciso um Tratamento Incremental e vice-versa.

O problema é que os Estrategistas de Plantão acabam se viciando no uso de Diagnósticos e Tratamentos Estratégicos Incrementais (Normais) e acreditam que são os únicos possíveis. Temos, assim, pouca prática de agir nas Mudanças Radicais (Extraordinárias) ou Disruptivas (Super Extraordinárias).

Vejamos primeiro as Mudanças de Cenário possíveis:

Assim, um Estrategista de Excelência NÃO pode ter uma Metodologia Estratégica, que só atua nas Mudanças Normais, ficando tonto e perdido quando estamos diante de Mudanças Radicais ou Disruptivas.

Mudanças Extraordinárias e Super Extraordinárias exigem uma revisão mais profunda dos paradigmas e valores para que se possa compreender os Fenômenos Inusitados, antes de agir.

A regra é a seguinte: conforme a mudança que vem, é preciso utilizar um tipo de Metodologia Estratégica (Normal, Extraordinária ou Super Extraordinária).

Vejamos a tabela que os Bimodais produziram sobre estes três tipos de Metodologias Estratégicas:

Uma pandemia, por exemplo, exige uma Estratégia Extraordinária. E a Revolução Midiática Civilizacional Digital (RMCD) demanda uma Estratégia Super Extraordinária.

É isso, que dizes?

Colaboraram os seguintes Bimodais:

Átila Pessoa e Rodrigo Palhano.

Quer entender o novo cenário digital? Você precisa conhecer e entrar na Bimodais – a melhor escola de Futurismo do país. Bora? 

Por: Carlos Nepomuceno

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FACIAP INOVALAB comemora 2º aniversário com 100 empresas aceleradas

O laboratório de pré-aceleração de startups da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, o Faciap Inovalab, completa dois anos de atividades com a marca de 100 empresas aceleradas no período.

Para comemorar a data e suas realizações, os organizadores realizaram um coquetel na noite desta terça-feira, 28 de abril, que contou com a presença do chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Guto Silva, e do presidente da Faciap, Fernando Moraes. O evento foi reservado a poucas pessoas, de acordo os protocolos determinados pela legislação.

Com a presença do coordenador do Faciap Inovalab, Túlio Severo, Fernando Moraes e Guto Silva descerraram uma placa alusiva ao segundo aniversário do laboratório e, em seguida, houve a entrega de troféus aos representantes das startups que participaram do 5º Batch, ocorrido em março deste ano.

Durante a entrega de troféus, o presidente Fernando Moraes contou um pouco de sua experiência como empreendedor no ramo de móveis e telefonia e parabenizou os novos empresários pelo empreendedorismo e talento na busca de soluções modernas para o mercado ávido por inovações.

O coordenador Túlio Severo, por sua vez, destacou a importância das startups para a economia. “Vocês nos mostram que com criatividade, inovação e vontade de trabalhar é possível movimentar a economia, gerando emprego e renda. Contem sempre com a Faciap”, disse Severo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da FACIAP

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Tecnologias Disruptivas

Um panorama das 100 maneiras maravilhosas, estranhas (e possivelmente preocupantes) que o mundo pode mudar em um futuro próximo.

Por IMPERIAL COLLEGE OF LONDON

Nota do autor

O propósito desta publicação é tornar o futuro dos indivíduos e das instituições certo. E, também, para fazer as pessoas pensarem, mesmo que seja por um breve período.

É uma mistura de predição e provocação que tende a estimular o debate, mas continue atento que outros elementos devem ser considerados quando está se avaliando o potencial de impacto. Ainda mais importante, as tecnologias apresentadas nesta tabela foram inseridas sem qualquer discussão sobre fatores éticos e morais. Nenhuma tecnologia deve ser usada a não ser que ajude as condições humanas e com tecnologias potencialmente disruptivas sempre lembre que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. (Há vários créditos para esta frase desde Homem Aranha, Dr. Spock, Yoda, Churchill, Roosevelt e possivelmente a Revolução Francesa).

Exemplos são puramente ilustrativos e não constituem qualquer forma de recomendação, validação ou sugestão de investimento. Note, também, que companhias pequenas e startups estão em contínua mudança, por isso trate os exemplos com cuidado. Haverão erros e erros de julgamento, por favor, use um pouco de senso comum.

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Não confunda criação com inovação

“Inovar é criar algo novo para o sistema. Ser criativo é pensar um novo sistema.

Luc de Brabandere

No livro, “O Lado Oculto das Mudanças” – que sugiro que você leia – Brabandere fala de dois tipos de mudança: a inovadora e a criativa.

A mudança inovadora (tipo 1) é uma mudança de um componente dentro do sistema com os mesmos paradigmas. A criativa (tipo 2) do próprio sistema com novos.

Podemos entender que Brabandere chama a inovação de incremental ou radical. E a criação é dedicada à disrupção, com a criação de novo sistema.

Podemos ainda interpretar que a mudança incremental ou radical se limitam a questionar aspectos operacionais e a disrupção teóricos e filosóficos.

Ao falar , assim, tanto em inovar ou criar – precisamos da FILOSOFIA DA MUDANÇA: área que se dedica a estudar os aspectos mais profundos e abstratos das necessárias alterações de paradigmas, valores e hábitos em nossas vidas.

A Filosofia da Mudança é uma subárea filosófica da área Ética/Epistemológica, que pretende ajudar o sapiens a responder: o que é mais verdade para ter uma vida mais significativa e feliz? 

Diversos autores procuram nos ajudar a entender como podemos nos adaptar às mudanças e isso se inicia por compreender o tamanho e a origem de que tipo de alteração estamos falando.

Temos dentro da Filosofia da Mudança duas áreas:

  • a primeira (origem da mudança) – se inicia de dentro para fora (endógena) ou de fora para dentro (exógena)?;
  • a segunda (qual é a demanda adaptativa) – operacional/metodológica (incremental ou radical) ou teórica filosófica (disruptiva).
os dois tipos de mudança
Os dois tipos de mudanças

O importante perceber é:

  • As mudanças inovadoras – no conceito de Brabandere –  são alterações em um sistema, que se mantém com os mesmos paradigmas. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação incremental ou radical;
  • As mudanças criativas – no conceito de Brabandere –  são criações de um novo sistema, que demanda a obtenção de novos valores, paradigmas e hábitos. É o que podemos chamar de necessidade de adaptação disruptiva.

As Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) são exemplos de Mudanças Criativas, que têm novos valores, paradigmas e hábitos. São um novo sistema.

Para entender as Plataformas Curadoras (maior parte das BigTechs) e se adaptar a elas é preciso adotar novos paradigmas (adaptação criativa) para que se possa criar ações inovadoras (adaptação inovadora) –  a partir delas.

É isso, que dizes?

Por: Carlos Nepomuceno

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