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Método “blitzscalling” e a velocidade dos negócios

Durante os últimos tempos, diversas formas de crescimento empresarial foram criadas e aplicadas em empresas que, ao longo do tempo, se tornaram ícones do segmento em que atuam. Dentre os métodos, destaca-se o “Blitzscalling” que, de maneira geral, resume-se em crescer rapidamente, sem poupar gastos, com o objetivo de se tornar líder absoluto no setor em que atua.

Tendo sua nomenclatura derivada do uso da palavra “blitz” do século XX, inspirada da estratégia de “guerra relâmpago”, o termo foi criado pelo escritor e mentor Chris Yeh, juntamente com Reed Hoffman, criador do Linkedin, e apresentada em seu livro de mesmo nome “Blitzscalling: formas criativas de atingir metas”. A aplicabilidade da proposta se tornou tão famosa que empresas como Uber e WeWork adotaram as medidas como forma de crescimento.

Porém, ambas as companhias enfrentam problemas com o cenário atual de pandemia, que trouxe menor liquidez colocando um ponto final na caça desenfreada por crescimento. Mas a ideal central de dar prioridade à velocidade não perdeu sentido, renovando-se. Segundo Chris Yeh, em uma entrevista concedida à revista Valor, “o rápido é provavelmente mais devagar que antes”.

“Se todos os seus competidores são forçados a desacelerar, e você também, desde que mantenha-se um passo que lhe garanta uma vantagem relativa sobre eles, você ainda pode atingir seus objetivos”

Chris Yeh

Para o escritor, o mercado será mais racional nos gastos, levando em consideração a situação em que encontra-se, mas, como os movimentos serão cíclicos, ele disse acreditar que a tendência é que volte aos picos atingidos recentementes. O “blitzscalling”, segundo ele, nunca baseou-se em gastar para crescer rapidamente, mas sim em pensar em como crescer rapidamente.

Num primeiro momento, a pandemia será favorável a empresas maiores que já possuem posição de liderança, pois vai pressionar quem tem menos estrutura. No entanto, no longo prazo, o efeito da competição não tende ser muito grave, já que a mudança de comportamento abrirá novos espaços para que novas empresas apareçam, reequilibrando o jogo. 

Por fim, o autor enxerga um cenário positivo para empreendedores de países latino-americanos. Para ele, o constante cenário de crises recorrentes pode servir como vantagem no mundo pós-pandemia. “As pessoas estão percebendo que choques são mais possíveis do que elas imaginavam. E empreendedores que tenham passado por situações dessas no passado são mais resilientes”, conclui Yeh.

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Motivação em tempos de crise

É comum nos depararmos com momentos em que nos sentimos desmotivados, esse sentimento pode surgir em qualquer situação de nossas vidas e por diversos motivos. Em momentos de crise, quando somos bombardeados com fases menos positivas, temos uma razão suficientemente válida para nos sentirmos assim. Porém, mesmo em tempos ruins, é possível mantermos a motivação.

No Brasil, a taxa de empreendedores individuais cresceu muito nos últimos anos, isso significa que, de maneira geral, o brasileiro está olhando cada vez mais para o trabalho por conta própria, a fim de garantir um trabalho estável e que lhe possa trazer uma boa renda financeira. Com esse crescimento substancial no empreendedorismo, com destaque para o mercado de e-commerce, é normal que diversos desafios cheguem e coloquem a prova o espírito de perseverança, como por exemplo a concorrência que, por conta de um mercado individual enxuto, dificulta o trabalho de quem decide investir em um negócio por conta própria.

Atualmente, para colaborar com esse cenário de incertezas, enfrentamos outra crise que surgiu de forma inesperada, pegando todos de surpresa. O coronavírus, que gerou a necessidade de isolamento mundial, abalou de forma intensa a economia, com destaque especial para negócios que dependiam do presencial. Essa crise, diferentemente da concorrência, que pode ser combatida analisando a melhor forma de agir promovendo a marca e se comunicando com o público, o COVID-19 torna mais complexo por se relacionar, de certa forma, com a saúde do indivíduo.

Nessas circunstâncias, é completamente compreensível que muitas pessoas sintam o pessimismo com relação ao futuro e as incertezas, muitas vezes perdendo a motivação para prosseguir com seus negócios. 

Ainda assim, é preciso ter fé e seguir diante destas dificuldades, é possível adotar uma postura positiva e manter-se motivado. Para isso, apresentamos algumas dicas que podem ajudá-lo a manter a motivação:

Crie um propósito

Confiança e positividade deve partir do empreendedor e não só da empresa. É importante criar um propósito para que, perante situações mais complexas, você possa cumprir metas e objetivos, lutando por suas crenças e sonhos.

Viva as pequenas conquistas

Não espere pelos grandes momentos para celebrar. Todas as pequenas vitórias que possa ter devem ser encaradas com felicidade e positivismo. Celebre! Quanto mais intensamente viver as pequenas conquistas, mais motivado conseguirá manter-se perante os maus momentos

Objetivos de curto prazo

Ainda que a sua intenção seja vir a transformar o seu pequeno negócio numa empresa de sucesso, é importante que crie objetivos menores e para os quais consiga obter resultados a curto prazo. Claro que nada o impede de realizar esse grande objetivo no futuro mas, se for cumprindo pequenas metas ao longo do caminho, será mais simples sentir-se motivado.

Partilhe com os outros

O trabalho em networking, em coworking ou simplesmente a partilha das suas preocupações pode ajudar muito a te manter motivado. Neste contexto, não só compreenderá que não está sozinho nas suas apreensões e desafios, como poderá encontrar, em brainstorming, soluções para problemas que poderiam parecer impossíveis de solucionar.

Leia, escute e veja o sucesso

Hoje, as narrativas de sucesso estão em livros, filmes, documentários e podcasts. Ter acesso a elas é muito simples e pode ajudar muito. Conheça as histórias de quem viveu dias difíceis e as superou, criando negócios de sucesso. Isto ajudará a manter a sua motivação em alta.

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Transparência comunicacional e a importância de um time

Todos nós já passamos por momentos difíceis em nossas vidas. Seja na infância, adolescência ou até nos dias atuais, diariamente nos deparamos com problemas que nos afetam e que precisam de uma solução rápida, para que o impacto em nossas vidas seja menor. Segundo diversos times de psicólogos, que estudam o papel de amigos e familiares na solução de problemas de um indivíduo, conclui-se que é extremamente vantajoso ter pessoas que estejam ao seu lado e que possam te ajudar a evoluir.

Nosso trabalho não deixa de fazer parte de grande parte da nossa vida, moldando nosso caráter e tomando muito tempo. Nesse ambiente, principalmente em papeis de liderança, precisamos estar espertos com possíveis problemas não apenas no âmbito trabalhista, mas também no social.

Estamos vivendo uma crise que chegou inesperadamente e virou nossa rotina de cabeça para baixo, escancarando problemas invisíveis e exigindo um posicionamento para que o impacto negativo seja menor. Acontece que grande parte desse problema, principalmente com a vinda do home office, se caracteriza pela falta de comunicação. Parece que nós conversamos mais a distância do que pessoalmente. Estranho, não?

Acontece que, uma das formas mais eficientes de passar por uma crise é com o apoio da equipe. Quando se está em um papel de líder, é preciso adotar um discurso inspirador, heróico – e sincero – e ser transparente sobre o momento da empresa, caixa e possíveis cenários, ressaltando os pontos fortes do grupo, justamente aqueles que serão decisivos para vencer esse jogo.

Nós acreditamos no poder de um bom exemplo. Um bom líder precisa se preocupar com as pessoas, em primeiro lugar, e com o caixa da empresa. Para isso, algumas dicas valiosas que melhoram a comunicação e estreitam as relações se resumem em: fornecer reuniões semanais para saber como o time está se saindo e repassar as principais informações; playbook dos passos a serem tomados durante os momentos de crise; um canal de comunicação direto com funcionários, sem hierarquia.

É preciso ter em mente que investidores não estão olhando curto prazo, eles estão construindo uma empresa de longo prazo. Sendo assim, os líderes precisam entender o cenário em que a empresa se encontra e tomar decisões rápidas se é necessário mudar ou não a estratégia.

“A crise é real, eu reconheço o seu medo e acredito que podemos vencer juntos”

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Jornada do herói e o papel do mentor

Todo mundo já ouviu aquele famoso ditado: a vida imita a arte ou a arte imita a vida? A questão é que estamos acostumados a ver nas maiores obras, sejam elas literárias ou cinematográficas, a figura do mestre. Basicamente, em toda a jornada do herói, o protagonista se vê perdido em algum momento. Sua imaturidade ou falta de conhecimento em certas ações normalmente o levam a tomar caminhos errados que prejudicam sua trajetória. Porém, em algum momento, aparece a figura do mentor, que dita regras e apresenta os melhores caminhos e opções para que o indivíduo contorne os problemas em que se meteu.

Essa receita é constantemente replicada em diversos gêneros do entretenimento, e com certeza você já assistiu algo parecido com isso. Acontece que na vida real, muitas dessas coisas se replicam também. Isso acontece porque, independente da situação, os momentos difíceis da vida já foram vividos por outras pessoas, que podem passar seus aprendizados para frente e, sendo assim, evitar que outros indivíduos cometam os mesmos erros.

Por conta disso, você já pensou em como seria interessante a figura de um mentor no mundo corporativo e do empreendedorismo? A orientação profissional experiente estimula o processo de desenvolvimento e aprendizado na carreira e, na maioria das vezes, envolve um profissional experiente e uma pessoa com menos anos de experiência. Um ótimo mentor é aquele que conhece a fundo o mercado e o modelo de negócio em que o mentorado atua. Além disso (e o mais importante), o mentor sente-se bem em ajudar os outros cumprindo e alcançando seus objetivos.

Quando se trata do nicho do empreendedorismo, é necessário que o mentor conheça alguns pilares da gestão empresarial, tendo habilidades para executá-las, simplificando o que deve ser feito e tendo histórico em ajudar pessoas, pois isso agrega ainda mais valor para a figura de mentoria. Na 9weeklabs e Faciap Inovalab, a figura de um mentor é constantemente apresentada para nossos alunos, isso porque, no molde de criação e no cotidiano das atividades, contamos com diversos profissionais experientes no papel de mentoria e que sempre estão dispostos a ajudar.

Percebe-se que a mentoria profissional é um processo essencial para que um indivíduo cresça em sua área de atuação. Portanto, procure pessoas experientes e adequadas ao seu perfil, auxiliando sua jornada até se tornar o herói de sua história.

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Incubadora de empresas e seus benefícios

Sempre foi um desafio, para grandes e pequenos empreendedores, dar o seguinte passo depois de formar e moldar uma ideia. Isso porque, de maneira geral, nunca nos foi instruído sobre qual é o caminho ideal a se seguir após os passos iniciais, que se configuram entre analisar o mercado, elaborar uma plano estratégico e de marketing, planejar as possíveis operações de uma empresa e seus gastos, montar um sumário executivo, entre outros.

Tendo em vista essa procura por ajuda, tanto prática quanto ideológica, algumas entidades criaram um conceito nomeado de incubadora de empresas, que consiste em tirar seu negócio do papel mais facilmente e desenvolve-lo para os desafios cotidianos do mercado empresarial. Para isso, essas entidades ajudam micro e pequenas empresas, sejam elas em estágio inicial ou ativo, a obterem apoio técnico, logístico, mercadológico e administrativo.

As incubadoras, além de todos os apoios mencionados acima, buscam trazer inovação tecnológica para os investimentos aprovados em seus estágios de seleção, facilitando seu acesso à ferramentas de produtividade e estimulando que os empreendedores ofereçam seus serviços e produtos no para clientes e possíveis interessados. Além disso, é fundamental que haja uma assistência durante a própria concepção e desenvolvimento do produto oferecido pela empresa incubada que pode, muitas vezes, passar por um novo processo de conceito e produtividade em seu produto final.

Muito dos processos que envolvem as funções de uma incubadora são oferecidos pela Faciap Inovalab e 9weeklabs em seu curso de pré-aceleração. Além de aplicar sua metodologia de crescimento empresarial, oferecemos também, com um complemento, nossos laboratórios, espaço de serviço, salas de reuniões, bibliotecas e muitos outras facilidades para impulsionar seu negócio.

É importante salientar que muitas dessas facilidades oferecidas pelas incubadoras de empresas são desenvolvidas por universidades e entidades que, muitas vezes, concedem essas atividades e espaços como forma de ação beneficente, sem fins lucrativos, visando apenas a ciência e desenvolvimento.

Por fim, o custo real para as empresas, no quesito financeiro, é baixo. No entanto, quando analisada as contribuições que essas ações causam em um pequeno negócio, conclui-se que é de extremo valor, impulsionando e valorizando-o no mercado.

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Home Office e produtividade

O sobrevivencialismo é um termo que tem ganhado força nos últimos tempos. Basicamente, a palavra denomina uma situação de crise, tanto econômica quanto pessoal, em que os indivíduos podem estar sujeitos. Durante os últimos dez anos, passamos por diversas situações extremas e que causaram dúvida sobre o futuro. Atualmente, vivemos uma época de incerteza com relação à crise do COVID-19 que, pela primeira vez no Brasil, obrigou as pessoas a ficarem em suas casas e evitarem o contato humano.

No entanto, diversas empresas têm adotado uma postura peculiar para manter seus negócios ativos e, mesmo em menor quantidade, tendo lucro. Foi assim que o Home Office, termo que se refere ao ato de trabalhar em casa, foi apresentado como uma boa alternativa para que os funcionários possam, através de redes de comunicação, se comunicar e continuar sua rotina empresarial no conforto de casa.

Porém, como nem todo mundo está acostumado com essa modalidade de trabalho, é importante apresentar alguns tópicos que podem ajudar na produtividade sem que haja qualquer transtorno no rendimento ou no humor do empreendedor. Antes de tudo, é importante preparar um ambiente agradável em que você possa se concentrar, com uma boa rede de internet e com as ferramentas necessárias para serem utilizadas na produção.

Outro ponto essencial quando se fala em trabalho e desenvolvimento de uma empresa via home office, está no cumprimento de horário fixo de trabalho, que deve ser cumprido rigorosamente. Escolher um local adequado também é de grande valia, um ambiente silencioso, iluminado e ergonômico podem fazer diferença no desenvolvimento de uma ideia.

Manter os familiares avisados, caso você não more sozinho, pode ajudar na concentração pois, de preferência, haverá um cuidado em não prejudicar o ambiente durante algumas horas. Por fim, deve-se lembrar que, mesmo estando em casa, o negócio continua. Assuntos da empresa, de caráter sigiloso, devem ser tratados com muito cuidado sempre.

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Startups em tempos de crise econômica

O mundo, ao longo da história, já passou por diversas crises de caráter econômico. Isso acontece porque a economia nunca é segura o tempo todo, em alguns momentos, ela apresenta instabilidade e queda em sua atividade econômica. Ou seja, é inevitável que, durante nossas vidas, passamos por crises de tempos em tempos. 

O Estado, quando bem administrado, deve adotar políticas econômicas que costumam ajudar a determinar a duração do problema, como é o caso do COVID-19, onde os governos do mundo todo adotaram uma medida de quarentena em sua população, fechando temporariamente seu comércio. 

No entanto, como medida de sobrevivência, startups e grandes empresas começam a disponibilizar soluções para empreendedores, desde auxílio financeiro até plataformas auxiliem o home office de seus funcionários. Dentre as soluções, variam também o acesso gratuito de suas plataformas (caso possuam) ou mentorias, além de novos serviços e até acesso a crédito. 

Há quem diga que as startups, de maneira geral, quase não são afetadas pelas crises econômicas, quando comparadas à outros negócios. De acordo com um grupo de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland, quando se trata de empresas em estágio inicial. crises financeiras como as de 2007 e 2008 tiveram pouco impacto. Segundo eles, embora seja necessário um reajuste imediato em suas expectativas, o ambiente de negócios relativamente restrito e emergente faz com que algumas startups não estejam integradas ao sistema financeiro global. 

O estudo inicial, além da conclusão mencionada, cobre também a surpreendente persistência dos novos negócios durante crises financeiras globais. Além disso, é mencionado a importância de continuar seguindo planos, como os dados pela 9WeekLabs, para uma startup de sucesso. Manter o foco em objetivos que valorizam talentos, conhecimento, controle e investimento, devem se sobressair, visualizando um objetivo que pode ser multiplicado. 

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Pitch&Pizza e o poder da inovação

Sempre fez parte da metodologia 9weeklabs promover encontros que pudessem unir e estimular o diálogo entre as startups para que, de maneira natural, o espírito empreendedor florescence em cada um dos participantes. Foi assim que surgiu o Pitch&Pizza, uma forma criativa de treinarmos o pitch de nossos alunos, fazendo com que eles se apresentem para diversas pessoas, que poderão apontar erros e dúvidas, enquanto comemos uma deliciosa pizza. 

Nas últimas semanas, em meio a crise mundial do COVID-19, diversos países adotaram uma medida de quarentena que, como forma de prevenção ao contágio, exigiu uma postura de isolamento por parte de pessoas e empresas, que fecharam suas portas momentaneamente. Adotando essas medidas para preservar a saúde e o bem-estar de seus funcionários e alunos, a Faciap Inovalab e a 9weeklabs terminou por aderir o método home office, estabelecendo uma organização e rotinas para os próximos dias de trabalho.

Para tanto, foi necessário pensar em alternativas que dessem continuidade ao curso sem que houvesse transtorno ou atraso na metodologia aplicada. Como resultado, resolvemos utilizar plataformas de videoconferência para nos comunicarmos e, como resultado, obtivemos isso: um grande Pitch&Pizza à distância! Foi um total de 13 pizzas entregues, além de muita risada e aprendizado. Essa pequena atividade, que chegou a sua 26º edição, nos mostra o poder da tecnologia e da ideia, quando aplicadas juntas. na elaboração de um exercício que até o momento havia sido apenas presencial. 

Apesar das incertezas e medos, é possível pensar em formas de tornar o tradicional em algo inovador. Se você gostou da ideia e sentiu interesse em conhecer mais sobre a metodologia de impulsionamento de startups da 9weeklabs, convidamos você a nos seguir em nossas redes sociais para estar sempre por dentro de nossas novidades.

(Turma do 3º batch recebendo suas pizzas em casa)

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Melhor que a cópia – A inovação incremental e os imitadores

Sabe aquelas pessoas que nascem com o dom? Nunca tive dom pra esporte, artes, matemática, enfim, eu nasci desprovido de dons, que para mim, nada mais são que aptidões naturais para determinadas atividades ou áreas do conhecimento.

Minha família, com um histórico artístico de descendência de circo, era extremamente talentosa: todos cantavam muito bem e tocavam vários instrumentos, e no meio deles, destes exímios músicos, tinha eu, um adolescente completamente desafinado.  Muita gente (incluindo minha família, na época) acredita que existem pessoas incapazes de aprender a cantar ou de aprender qualquer outra coisa, mas eu nunca pensei assim.

Depois de um tempo tentando ser um pouco mais afinado, eu descobri que se eu tentasse copiar a forma de cantar de alguns artistas, eu conseguia melhorar consideravelmente. Descobri ao ouvir Steve Wonder, Ed Motta, Aretha Franklin e grandes músicos do jazz, que ao tentar imitar algo extremamente difícil, eu poderia me aperfeiçoar.

Tudo é um Remix

Você já deve ter ouvido músicas que são parecidas e provavelmente, uma bebeu da fonte da outra. Criação é sempre precedida de referência, ou seja: nada se cria do zero, é tudo uma questão de referências! Um documentário muito interessante foi feito há alguns anos atrás, com o nome deste subtítulo, e eu sugiro fortemente que você o veja:

O ser humano copia para evoluir, e nos negócios é mais ou menos a mesma coisa.

Desde que nascemos, nós aprendemos por meio da cópia: copiamos comportamentos de nossos pais, copiamos a forma de andar, falar, comer, sentar; Temos neurônios espelho que servem para este tipo de coisa; fomos dotados de uma capacidade única no reino animal: copiar até a perfeição. Você já deve ter visto e ouvido comediantes que imitam perfeitamente outras pessoas, ou até mesmo você, consegue imitar trejeitos, formas de falar de alguém, sons de animais, etc. Somos máquinas de copiar. Copiar, nada mais é que instintivo, mas e quando o assunto são negócios?

A mesma lógica da minha história pessoal, na qual eu copiei para melhorar, é a lógica da engenharia reversa dos chineses que pegaram os primeiros smartphones da Apple e lançaram um produto semelhante, só que com uma antena de tv acoplada, e venderam milhões de unidades à um preço bem mais baixo que a Apple.

No livro “Copycats – Melhor que o original“, Oded Shenkar, autor do livro publicado em 2010, descreve várias situações nas quais a cópia saiu melhor que o original. Basicamente, o livro apresenta um panorama no qual as empresas inteligentes replicam e superam as melhores ideias. Você deve lembrar de vários casos no Vale do Silício, ou talvez no seu próprio mercado, quando um concorrente (ou você mesmo) copiou uma promoção, produto ou serviço, mas deu um upgrade, atraindo mais clientes.

Shenkar divide os empreendedores em 2 categorias: os inovadores e os construtores, estes últimos são os que fazem as cópias. Carinhosamente ele os apelidou de imovadores (mistura de imitadores com inovadores). Ele explica que existem muitos benefícios em ser um “imovador”:

“Os imitadores não tem chance de serem complacentes, problema significativo para inovadores e pioneiros que são levados pelo sucesso ao ponto de subestimar os perigos que espreitam no retrovisor. Os imitadores, por outro lado, que vem de trás, tendem a ser paranóicos com outros que possam seguir seus passos e estão mais bem preparados para repelir o ataque”

Aqui entramos em um terreno delicado, mas que deve ser percorrido: a questão da propriedade intelectual. Independente de seu posicionamento “pró ou contra” leis rígidas de registro de propriedade intelectual, há de se perceber o avanço que ocorre em tecnologias e produtos, quando existe uma concorrência copiando e aperfeiçoando os produtos uns dos outros. Isto acontece relativamente bastante no mercado de smartphones, computadores e eletrônicos em geral.

Mas, e cadê os direitos de quem inventou?

Existe uma grande quantidade de pessoas que acredita que o registro deve ser feito e fiscalizado, cabendo multas e prisões no caso de plágio ou cópia descarada, mas ao mesmo tempo, vários destes acreditam que existem categorias de coisas que deveriam ficar fora destas leis, como é o caso dos medicamentos no Brasil: O governo criou “domínios não patenteados” para medicamentos essenciais, que trouxe competição às multinacionais com a entrada de medicamentos genéricos. Não quero entrar a fundo neste tópico, mas o fato é que a cópia ajuda na melhoria de processos.

O movimento Open Source veio para ser uma espécie de precursor de um novo tempo – que parece nunca chegar –  no qual não existe propriedade intelectual, mas sim, capacidade de execução, pois, citando os empreendedores por aí: “ideias não valem nada, o que vale é a capacidade de execução”. Quando se trata de cópia a coisa é diferente, sabemos disso, porém, e se (E SE COM LETRA MAIÚSCULA), ao invés de competir, houvesse colaboração onde a cópia fosse livre e não criminalizada?

No livro “A Economia dos desajustados”, a cópia é apresentada como ferramenta dos empreendedores desajustados.

Veja bem: meu intuito não é fazer apologia à cópia indiscriminada, à pirataria ou ao plágio, mas apenas mostrar que um espaço aberto de compartilhamento de ideias, na qual uma concorrência dê lugar à colaboração e à troca de informações entre agentes de inovação distintos, talvez possamos impulsionar um desenvolvimento muito mais rápido do que na lógica atual.

Eu, particularmente, espero que o mundo seja um lugar no qual não existam patentes de remédios ou tecnologias que fiquem à disposição de minorias, mas que ao mesmo tempo, os criadores sejam recompensados pelo que fizeram de forma justa. E você, o que acha deste tema tão polêmico?

SOBRE O AUTOR:
Dan Queirolo
é Futurista, empreendedor serial, especialista em criação de comunidades e coworkings. É apaixonado por inovação, pelo universo startup, e se diverte fazendo arte, cozinhando e subindo montanhas.

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